Academia de Letras de Palhoça lança concurso de poesia

Até o dia 31 de agosto internautas de todo o Brasil podem enviar trabalhos de até 20 linhas para o concurso Veredas da Poesia 2017, lançado pela Academia de Letras de Palhoça. Estão abertas duas categorias: uma até 15 anos de idade, com os temas “Bulling na escola”, “Esportes” e “A leitura”. Para os demais participantes, acima desta faixa etária, os temas são “Guerras”, “Preconceitos” e “Eu e a Internet”. Este é o 5º ano que a ALP realiza o concurso.

academia letras palhoca logo

Cada participante pode se inscrever com duas poesias, que devem ser enviadas para o e-mail sueniapoeta@gmail.com. Além dos trabalhos, é necessário informar nome completo, filiação, data de nascimento, endereço (rua, número e cidade), telefone e e-mail, e anexar cópia do RG e comprovante de residência. As poesias deverão ser inéditas e contar com título e autoria.

Serão premiados três poemas em cada categoria. Os primeiros colocados receberão troféus e obras literárias, e os segundos e terceiros receberão medalhas e obras. Todos os ganhadores vão receber certificado da Academia de Letras de Palhoça e terão suas poesias divulgadas no site da ALP, que poderão ser inclusas no boletim informativo Flor de Lis, publicado anualmente pela instituição.

 

 

 

 

 

 

 

” e “Eu e a Internet”.

 

Prefeitura realiza Pré-conferência do Livro neste mês

O Conselho Municipal de Cultura de Florianópolis promove no dia 29 de junho a Pré-conferência do Livro, Leitura e Literatura. O objetivo da reunião é escolher os representantes da setorial da Leitura, Literatura e Livro para a VII Conferência Municipal de Cultura de Florianópolis, que deve ser realizada em agosto de 2017.

O encontro acontecerá na Biblioteca Pública Estadual, no Centro, a partir das 17h30, e é aberto para escritores, poetas, contadores de histórias, cronistas e gestores em cultura.

A Conferência Municipal de Cultura é um espaço onde sociedade civil e membros do governo se reúnem para propor políticas e ações para o setor.  É um espaço democrático onde as mais diferentes visões e demandas têm direito a voz, decidindo os destinos da Cultura do município.

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Conselho eleito na VI Conferência de Cultura de Florianópolis, em 2015 (Foto: Dieve Oehme/ divulgação CMPC Floripa)

Esse ano o tema central da conferência será “Cultura como vetor de Desenvolvimento Econômico e Social: desafios do Sistema Municipal de Cultura de Florianópolis (SIMCUF)” e terá os seguintes eixos de debate:

Eixo 1 – Sistema de Financiamento Público da Cultura: Orçamentos Públicos, Fundos de Cultura e Incentivos Fiscais

Eixo 2 – Infraestrutura Cultural, Integração e Transversalidade

Eixo 3 – Democracia, Cidadania e Diversidade

Eixo 4 – Política Cultural, Gestão e Capacitação

Livrarias Catarinense publicarão livros escritos por crianças

O grupo Livrarias Curitiba, do qual fazem parte as lojas das Livrarias Catarinense, lançaram o projeto Meu Primeiro Livro, uma forma de incentivar as crianças a lerem e a desenvolverem a imaginação escrevendo sua primeira obra. A campanha é gratuita e acontecerá nas dez lojas de Santa Catarina até outubro, além das unidades espalhadas no Paraná e em São Paulo.

As crianças que participarem da Hora do Conto, realizada nas lojas todo sábado, receberão uma folha de atividades para relatar ou desenhar o que aprenderam sobre a fábula apresentada na contação de histórias. Quando voltar na próxima Hora do Conto, a criança deve levar a folha de atividades, e ela receberá um carimbo. A cada 8 participações, a criança ganhará um brinde, e com 20 presenças no ano, as páginas vão se transformar em um livro.

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A Hora do Conto acontece todo sábado nas lojas da rede Livrarias Catarinense Fotos: Divulgação/Livrarias Catarinense

Em outubro a Livrarias Curitiba irá recolher o material – que deverá ficar guardado com os pais no decorrer do ano – e enviar para uma gráfica para que seja montado o livro da criança. A obra será entregue gratuitamente à família e ao autor mirim, que poderá lançar oficialmente, em novembro, a sua obra dentro de uma das dez lojas do grupo em Santa Catarina.

Essa é a primeira vez que o Grupo Livrarias Curitiba realiza este projeto. De acordo com o diretor de marketing do Grupo Livrarias Curitiba, Augusto Pedri, um dos grandes desejos é envolver toda a família em torno da leitura, pais e filhos, e dessa forma incentivar a escrita e a leitura. “Ver os pequenos lançando suas obras em outubro será um grande orgulho para todos nós”, diz.

A Hora do Conto acontece todos os sábados em todas as lojas. Confira os horários na Grande Florianópolis:

10h – Livrarias Catarinense no Centro de Florianópolis (Rua Felipe Schmidt, 60)

15h – Livrarias Catarinense no Continente Shopping (em São José)

15h – Livrarias Catarinense no Beiramar Shopping (em Florianópolis)

 

Antonio Candido e uma infeliz coincidência

Na quarta-feira passada, dia 10, na aula de Introdução aos Estudos da Narrativa, discutimos em sala de aula sobre o texto “A personagem do romance”, do Antonio Cândido. Um ícone da crítica literária brasileira e da sociologia, e que fez parte de uma leva de intelectuais brasileiros, ao lado de Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Jr., Carlos Drummond de Andrade. Dois dias depois, o homem faleceu, aos 98 anos.

“Sou provavelmente o último amigo vivo de Oswald de Andrade”

Antonio Candido, na FLIP, em 2011

Contribuições à literatura

A carreira de crítico literário começou na Folha da Manhã (que se tornaria Folha de São Paulo) em 1943. Também fundou a revista literária Clima, que circulou em meados dos anos 40. Foi militante político durante a Ditadura Militar e pediu o fim da censura no Manifesto dos Intelectuais, de 1977. Chegou a fazer críticas positivas sobre as estreias de autores célebres como Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto e Guimarães Rosa.

Além das análises, um de seus textos mais famosos é O direito à literatura, no qual defende que a literatura é um dos direitos fundamentais do ser humano, assim como a saúde, a educação, a moradia e a alimentação. Ele defendia a popularização da literatura e o acesso dela a camadas sociais menos privilegiadas, pois acreditava que a literatura tinha um papel humanizador e de difusão de conhecimento. Hoje essa ideia pode ser meio óbvia, mas e em 1988, quando foi escrito?

Antonio Candido
Antonio Candido. Foto de Walter Craveiro

Foi ganhador de grandes prêmios da literatura nacional, como Jabuti (1960, 1965, 1966, 1993) e Machado de Assis (1993), entre outros. internacionais, como o Prêmio Camões (1998), de Portugal, e o Alfonso Reyes(2005), do México.

Suas maiores obras são Formação da literatura brasileira, de 1959, Literatura e sociedade, de 1965, e as coletâneas de ensaios como Brigada Ligeira, de 1945.

A personagem do romance

A discussão central é sobre a existência do personagem atrelada ao enredo. Sem personagem não tem enredo, e sem enredo não tem personagem. Mas ele não é o essencial do romance: a construção estrutural é que é o maior responsável pela eficácia de um romance.

Graças aos recursos de caracterização, o romancista pode nos passar a impressão de que o personagem é um ser ilimitado e contraditório, assim como um apessoa na vida real, no entanto, os personagens são menos livres para serem contraditórios, já que a narrativa é obrigada a ser coerente para convencer o leitor.

“Na vida, a visão fragmentária é imanente à nossa própria experiência; é uma condição que não estabelecemos, mas a que nos submetemos. No romance, ela é criada, é estabelecida e racionalmente dirigida pelo escritor, que delimita e encerra, numa estrutura elaborada, a aventura sem fim que é, na vida, o conhecimento do outro.”

Antonio Candido, 1972

 

***romance aqui eu falo enquanto gênero literário, diferente de poesia, conto, crônica. Não estamos falando de romance romântico “água com açúcar”. Essa confusão é bem comum por causa do termos parecidos***

Escritor de Recife lança seu primeiro livro

Pégalus é um boneco de madeira que se torna humano após um pedido de seu criador. Seu objetivo na história é se fazer companhia de um velho carpinteiro, e guiá-lo, com sua amizade de um filho presente, a enxergar a natureza como uma mãe que precisa ser conservada e respeitada para que possamos salvar nosso mundo de coisas desastrosas.

Nesse ambiente mágico, após uma avalanche eles conhecem o caçador Deniel, que salva a vida do menino-boneco, e os três partem para uma nova jornada de suas vidas. O velho, o boneco e o caçador representam três gerações caminhando de mãos dadas e mostrando que uma sociedade precisa de união entre seus habitantes para que se dê o percurso da vida em seus atributos e valores.

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Walter Figueirôa. Foto cedida pelo autor. 

Esse é o enredo repleto de magia de Pégalus: o velho, um boneco e um caçador, primeiro livro publicado pelo recifense Walter Figueirôa, que começou a escrever poemas quando jovem e chegou a reuni-los em um livreto não publicado. “Notei que dentro de meus poemas a narrativa estava muito presente, e dai esse lado narrativo ficou muito aguçado em mim, me levando a querer escrever uma história”, diz o autor.

Antes de Pégalus, que levou um ano para escrever, Walter havia escrito o romance O Pintor e o Amante, que ainda não publicou e está em fase de revisão. O autor tem outras ideias que devem se tornar histórias em breve.

Com Pégalus, ele fazia um treino de descrição de uma imagem em uma rede social, agradando aos seguidores, que pediram por mais: “continuei a narrativa sem ter planos na mente, as ideias foram surgindo e meus dedos não paravam de digitar… Quando vi, o livro estava pronto”, conta Walter.

Se quiser saber como obter o livro ou conhecer mais sobre o Walter, pode entrar em contato com o autor pelo facebook. 🙂