Rosane Cordeiro lança novo livro na próxima semana

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No dia 22 de maio, a escritora manezinha Rosane Cordeiro lança o segundo título de sua carreira: De choros e velas – o feminino em verso e prosa, pela Editora Dois por Quatro. O evento acontece na pizzaria João Manjericão, no Centro Histórico de São José, a partir das 20h e tem entrada gratuita.

O livro aborda o universo feminino em 20 contos e 33 poemas, e, segundo a autora, a obra é sua menina dos olhos. “É uma leitura para quem não teme o feminino  sufocado em cada um de nós”, diz. Ela desconstrói e  desestabiliza a escrita, a linguagem e a vida.

O prefácio foi escrito pelo professor e filósofo Paulo Petronílio, que diz “com seu charme poético, para além do seu livro-pauta, desafia o leitor a rir da retidão do pensamento. Ao não gostar de escrever em linhas retas, ela faz monstros nas costas do cartesianismo e se metamorfoseia quando escreve”.

Sobre a autora

Rosane-Cordeiro-escritoraRosane nasceu em Florianópolis, em 1966, graduou-se em Letras Português e Italiano, com mestrado e doutorado em Letras-Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Santa Catarina, e é professora. Publicou crônicas e artigos nos jornais Ô Catarina e Diário Catarinense. Hoje desenvolve projetos voltados à leitura e à produção textual, além de oferecer cursos de redação para concursos e vestibulares.

Seu primeiro livro, Teatro do Cotidiano, foi publicado em 2014 pela Editora Insular. Com crônicas que abordam a transcendência do dia a dia, a autora o transforma numa expressão literária singular, na qual o comum e a simplicidade se tornam raros e preciosos aos olhos do leitor.

Outro projeto da autora, já no prelo é Olhares Cotidianos. Em 2015 ela entrou para a AJASOL, a Academia de Letras de São José. Para conhecer mais textos de Rosane Cordeiro, acesse: rosanecordeiro.simplesite.com.br

Fotos: Editora Dois por Quatro

choros e velas convite - rosane cordeiro

 

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Dia Nacional do Livro Infantil: conheça cinco autores catarinenses

Instituído como Dia Nacional do Livro Infantil pela Lei 10.402/2002, 18 de abril foi a data em que nasceu o escritor Monteiro Lobato, em 1882, que publicou tantos livros infantis e influenciou gerações de leitores brasileiros. Quem é que nunca ouviu falar do Sítio do Picapau Amarelo, cenário de grande parte de suas obras? Seu primeiro livro para o público infantil foi A Menina do Narizinho Arrebitado, lançado em 1920.

Para celebrar a data, o Literatismos traz cinco autores catarinenses de livros infantis que você precisa conhecer – ou apresentar para seus filhos, sobrinhos, afilhados, primos, netos, irmãos…

1 – Maria de Lourdes Krieger

Natural de Brusque, nasceu em 1941 e se transferiu para Florianópolis em 1973. Ela é professora Língua Portuguesa e Literatura Infantil, formada em Letras pela FURB (Fundação Educacional da Região de Blumenau). Sua primeira publicação foi em 1969, quando produziu uma coleção didática para alunos de 1ª a 4ª séries.

Maria de Lourdes Krieger pratica equilíbrio entre os extremos de inclinação pedagógica e a intencionalidade lúdica da literatura, em textos bem ilustrados.Tem mais de 15 livros publicados, sendo uma das escritoras que mais produz literatura para o público infantil. Entre seus títulos estão: Ana levada da breca (1990), Irmão-sanduíche (1993), O gato que não sabia miar (1989) e Dona Onça da Floresta – Histórias do Folclore Brasileiro (1972), que recebeu menção honrosa em concurso de literatura infantil em Santa Catarina no mesmo ano, e em 1977 em concurso da Revista Escrita, publicação que foi símbolo de resistência e de difusão da literatura na década de 70.

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Maria de Lourdes Krieger em visita à EBM Osmar Cunha. Foto: Clube da Leitura – Secretaria Municipal de Educação de Fpolis

 

2 – Augusto de Abreu

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Foto: divulgação ACPCC

Nascido em São Paulo, em 1960, Augusto de Abreu radicou-se em Florianópolis, onde fez graduação em Letras e pós-graduação em Teoria da Literatura na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Também graduou-se em Serviço Social na Universidade de Ribeirão Preto (SP). Faz parte de várias associações literárias, como  ACPCC (Associação dos Cronistas, Poetas e Contistas Catarinenses), Grupo de Poetas Livres, Academia Desterrense de Letras e Academia Catarinense de Letras e Artes (na qual ocupa a cadeira Nº 4).

Até o momento Augusto de Abreu tem seis livros destinados ao público infantil: o primeiro Quem faz o ovo?, de 1995, e o mais recente Novo Mundo, de 2012. Neste, as crianças podem ver diferentes questões apresentadas pelo autor  e pelo ilustrador Rael Dionísio: exclusão e inclusão, preconceitos, tempo e espaço, outros planetas, fábulas e folclore.

3 – Eglê Malheiros

Professora, ensaísta e escritora, Eglê Malheiros nasceu em Tubarão, em 1928. Foi a primeira mulher a graduar-se em Direito na UFSC, no início dos anos 50, e tem mestrado em Comunicação pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). É tradutora de obras literárias e técnicas do Inglês, Francês, Alemão, Espanhol e Italiano. Foi tradutora e colaboradora das enciclopédias Delta-Larousse e Mirador.

Junto de Salim Miguel (com quem depois se casaria) e de um grupo de intelectuais da Ilha de Santa Catarina criou o Grupo Sul, entre os anos 40 e 50. Esse Círculo de Arte Moderna de Santa Catarina revolucionou o meio cultural local com ideias que os modernistas já haviam disseminado nos anos de 1920 no centro do país. Devido à sua trajetória social, é considerada uma mulher de vanguarda.

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Eglê Malheiros Miguel e seu marido, também escritor, Salim Miguel (já falecido). Foto: Antônio Carlos Miguel (filho do casal)
Escreveu seu primeiro livro de literatura infantil em 1986, Desça, menino!, e seu segundo em 2002, Os meus fantasmas. Mas publicou outros títulos, entre eles Cruz e Sousa – poemas, de 2011, do qual foi organizadora e responsável pelas notas e seleção dos poemas, e Vozes Veladas, de 1995.

4 – Alcides Buss

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Foto: Agecom – UFSC

Poeta, professor de Teoria Literária e Literatura Brasileira, editor de revistas literárias, diretor cultural, criador do Varal Literário e do Círculo de Leitura da UFSC… o currículo de Alcides Buss é extenso. Ele nasceu em Salete (SC), em 1948 e é formado em Letras, com mestrado em Literatura Brasileira.

Começou a escrever para as crianças com a ideia de mostrar a seus filhos o encanto das letras. Tem três títulos publicados para o público infanto-juvenil: A Poesia do ABC (1989) que recebeu o prêmio Revelação, da Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1990; Pomar de palavras (2000) e Saber não saber (2009).  Para conhecer mais sobre o autor, acesse: www.alcidesbuss.com

5 – Urda Alice Klueger

Autora de mais de 20 livros, entre romances, crônicas, relatos de viagens e literatura infanto-juvenil, Urda Alice Klueger é natural de Blumenau, nascida em 1952. Historiadora graduada e pós-graduada na FURB, militante dos movimentos sociais, ela também é editora, pesquisadora em Arqueologia no litoral de Santa Catarina sobre os Sambaquianos e já foi cronista do jornal Diário Catarinense.

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Foto: Diário da Cidade

Alguns de seus títulos para crianças são A vitória de Vitória, de 1998; O povo das Conchas, de 2004, relacionado à sua pesquisa arqueológica;  e Crônicas de Natal e Histórias da minha Avó,  de 2008.

Urda é autora do texto que deu origem ao curta Por causa de Papai Noel, foi finalizado em outubro de 2006 e passou por onze festivais em todo o país, tendo ganho prêmios como o de melhor filme em Brasília e o de melhor atriz infantil para Karina Carvalho em Minas Gerais. Participou de cerca de 40 festivais no Brasil, em Portugal, Coreia e Rússia, recebendo diversas premiações.

Inscrições abertas para concurso de poesia na região de Criciúma

A Associação Criciumense de Transporte Urbano (ACTU) e a escritora Cristiane Dias estão promovendo a primeira edição do concurso A Poesia Vai de Ônibus. As inscrições vão até o dia 31 de outubro e são exclusivamente online, pelo site: actu.com.br/concurso.

poesia vai de onibus criciuma

Serão escolhidas 50 poesias que ficarão expostas dentro dos ônibus durante o ano de 2018. Cada veículo terá dois poemas. A escritora Cristiane Dias explica que a ação está sendo organizada a exemplo de iniciativas que já ocorreram em Porto Alegre e Florianópolis. Ela teve trabalhos seus selecionados em três edições do concurso Poemas no ônibus e no trem, da capital gaúcha, onde morou.

Podem participar do concurso moradores das seguintes cidades: Balneário Rincão, Criciúma, Içara, Morro da Fumaça, Orleans, Treviso, Cocal do Sul, Forquilhinha, Lauro Muller, Nova Veneza, Siderópolis e Urussanga. Qualquer pessoa da região, com idade a partir de 13 anos, pode inscrever um poema, que deve ter 14 versos e deve ser enviado com pseudônimo. O escritor deve anexar um documento contendo seu poema, escrito com fonte “Arial”, tamanho 12 e espaçamento 1,5.

É necessário que o poema inscrito seja inédito. A temática é livre. O resultado do concurso será divulgado até o dia 20 de novembro.

Autores independentes na FLIP

Seu Paulo Cavalcante saiu lá de Campina Grande, na Paraíba, para expor na Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP. Ele participa do evento há 13 anos, mas nunca foi como convidado. Ele sabe que a FLIP é uma vitrine, e que o público das estrelas convidadas é o mesmo que o seu: leitores. “Quem se propõe a estar na literatura, tem que estar na FLIP. Por isso que tem centenas de nós na pipoca”, comenta rindo.

paulo cavalcante

Seu Paulo estava todos os dias da Feira debaixo de sol, vestindo acessórios que remetem ao sertão nordestino, tema de seus três livros publicados. Martírio dos viventes foi seu primeiro livro e já está na sexta edição, todas pela Editora da UFPB (Universidade Federal da Paraíba). Sujeito simples, não tirou o sorriso do rosto nem um minuto durante nossa conversa, mesmo passando cinco dias inteiros em pé sobre dois tocos de madeira que o faziam sobressair à multidão. Pelo jeito a persistência valeu a pena, conseguiu vender todos os 150 exemplares que levou a Paraty de Um Andarilho em Busca de Cultura (de 2016, o mais recente). Seu outro título é Como se fosse um paraíso, de 2012.

O romance realista Martírio dos Viventes fala sobre a seca de 1992 na região de Garanhuns, cidade natal de Paulo, e conta a resistência e a exclusão social de uma família que tem 12 filhos. O texto é acompanhado de ilustrações feitas pelo próprio autor. É praticamente um livro paradidático, que podemos comparar com Vidas Secas, do genial Graciliano Ramos. Restavam uns 30 exemplares com o autor ao final da feira.

Mulheres em Cena

lara braga - mulheres em cenaAs irmãs Nara Tosta e Lara Braga (foto) vieram da capital do Rio de Janeiro para expor seu projeto Mulheres em cena. Nara escreve contos, Lara é poeta, e ambas falam de questões da mulher.

Lara conta que elas decidiram escrever quando chegaram à famosa crise de meia idade. “A gente já tinha feito várias coisas na vida e não se encontrava. Eu tive um filho que teve câncer, e nesse processo a gente ficou muito recolhido. Depois dessas viagens internas, aos poucos eu minha irmã fomos descobrindo o que temos como essência para colocar pra fora”, conta a autora.

Elas escrevem há mais ou menos cinco anos e têm prontos diversos textos. A ideia de Nara é publicar cinco livros, com dois contos em cada. Detalhe: todos os títulos são nomes femininos e contam as histórias das protagonistas que dão nome aos textos. Lara deve publicar mais quatro livros de poesia, fechando a coleção, com dez volumes. Os dois primeiros livros do projeto Mulheres em cena haviam acabado de sair do forno e já ganhavam as ruas de Paraty nas cestinhas das bicicletas que Lara e a filha de Nara levavam.

 

Catarinense marca presença

Como não poderia deixar de ser, Santa Catarina também teve uma representante entre os escritores independentes. A advogada Luciana Bertoldo, autora do livro Baioneta Calada, esteve na FLIP divulgando seu livro. Ela conta que visitou escolas da região, num “trabalho de formiguinha” para falar da obra que tem sido utilizada por colégios do Rio Grande do Sul para apoiar os estudos sobre o período da Ditadura Militar. luciana bertoldo flip 2

No livro, Luciana conta a história de seu pai, que foi preso durante o período da Ditadura, e fala sobre como isso afetou toda a família. O simples fato de ser operário e lutar por direitos trouxe a ele o estigma de “preso político” e “comunista”. O convívio com a sociedade foi bastante afetado, não apenas de seu pai, mas de todos, que sofreram perseguições por anos a fio, além da exclusão.

Escritores independentes têm essa proximidade carinhosa com o público. Algumas das estrelas da FLIP e de outras feiras também têm, outras não têm. Manter a humildade e o carisma com os leitores, atender bem o público, pelo menos pra mim, são fatores importantes. 😉

Academia de Letras de Palhoça lança concurso de poesia

Até o dia 31 de agosto internautas de todo o Brasil podem enviar trabalhos de até 20 linhas para o concurso Veredas da Poesia 2017, lançado pela Academia de Letras de Palhoça. Estão abertas duas categorias: uma até 15 anos de idade, com os temas “Bulling na escola”, “Esportes” e “A leitura”. Para os demais participantes, acima desta faixa etária, os temas são “Guerras”, “Preconceitos” e “Eu e a Internet”. Este é o 5º ano que a ALP realiza o concurso.

academia letras palhoca logo

Cada participante pode se inscrever com duas poesias, que devem ser enviadas para o e-mail sueniapoeta@gmail.com. Além dos trabalhos, é necessário informar nome completo, filiação, data de nascimento, endereço (rua, número e cidade), telefone e e-mail, e anexar cópia do RG e comprovante de residência. As poesias deverão ser inéditas e contar com título e autoria.

Serão premiados três poemas em cada categoria. Os primeiros colocados receberão troféus e obras literárias, e os segundos e terceiros receberão medalhas e obras. Todos os ganhadores vão receber certificado da Academia de Letras de Palhoça e terão suas poesias divulgadas no site da ALP, que poderão ser inclusas no boletim informativo Flor de Lis, publicado anualmente pela instituição.