Resenha: Lilás, lançamento de Fê Friederick Jhones

Lilás é uma garota bastante espontânea, sincera, que faz e fala o que dá na telha. Ela conhece Antônio, um cara que poderia ser qualquer um no meio de uma multidão. O encontro dos dois acontece num restaurante, um não sabe nada sobre o outro. Fiquei me perguntando se a cena não aconteceria numa espécie de speed-dating. 

“Tenho um aneurisma no meu cérebro. Sou uma bomba ambulante e posso morrer neste exato segundo”

É assim que Lilás inicia o diálogo com Antônio. Como qualquer um faria, ele leva um susto e não sabe como lidar com aquela informação: seria verdade? Seria piada? Quem é essa louca?

Lilás Fernanda Friederick
Capa do conto Lilás, da Fê Friederick Jhones

Como podemos imaginar, Lilás invade a vida de Antônio e o arrebata. Mas acima de tudo ela o ensina – e nos ensina! – que temos que viver cada dia de maneira intensa, fazer o que nos dá vontade, dizer àqueles que amamos como nos sentimos e o que eles nos fazem sentir… afinal de contas, amanhã pode ser muito tarde para curtirmos quem hoje está ao nosso lado. Amanhã, podemos não estar aqui, ou mesmo as pessoas que amamos podem partir.

Confesso que derramei algumas lágrimas já pela metade do conto, quando Lilás leva Antônio a um aeroporto para observar as pessoas. Aeroportos são, de fato, os locais onde os sentimentos são mostrados em sua forma mais pura e verdadeira. Quem tem família distante, ou um amor distante, ou pessoas queridas que vão ter de se ausentar por um tempo, sabe o quanto isso é real. Doeu em mim, que tenho família longe, então me vi e me reconheci naquela cena. Aliás é por isso que evito ler romance: eu S E M P R E choro. HEHE

A escrita da Fernanda me prendeu. Os diálogos são super naturais, rápidos, e atiçam a curiosidade do leitor. Você fica se perguntando se a história vai ter um final feliz, ou um final trágico, e quer chegar logo no fim pra descobrir o que vai acontecer com esses dois!

O conto Lilás, da Fê Friederick Jhones, foi escrito em comemoração ao Dia dos Namorados e já está disponível na Amazon neste link. Se você tem Kindle Unlimited pode baixá-lo de graça, mas se não tem, ele custa R$ 2,99.

Título: Lilás
Autora: Fernanda Friederick Jhones
Ano: 2017
Páginas: 36

Nota: 10! Li super rápido, me fisgou!

O Guia do mochileiro das Galáxias

Nesse Dia da Toalha (ou Dia do Orgulho Nerd, criado em uma época que ser nerd não era cool) nada mais propício do que falar d’O Guia do Mochileiro das Galáxias. Só tem um problema: a trilogia de cinco do Douglas Adams é uma das minhas maiores decepções literárias. Mas não entre em pânico, já vou explicar.

Arthur Dent é uma pessoa comum que mora num local comum, mas num belo dia tem que impedir a prefeitura de demolir sua casa porque no local irá ser construída uma via expressa. Ao mesmo tempo em que tenta salvar sua casa, descobre que seu melhor amigo, Ford Prefect, é um alienígena, e enquanto isso os vogons tentam destruir a Terra para… adivinha? Construir uma via expressa hiperespacial! Ford pede carona com seu sinalizador subeta e os dois embarcam na nave vogon para incríveis aventuras como já diria um anúncio de sessão da tarde.

Parece legal, né? Sim, e o primeiro volume da série é legal mesmo, bem engraçado e tem umas sacadas geniais. Só que como tem uma continuação, a coisa começou a desandar. O  segundo volume da série é O Restaurante no fim do Universo, e apesar de já não manter o ritmo do primeiro ainda empolga um pouco. A vida, o universo e tudo mais, terceiro título, é bem mais arrastado e em algum momento as piadas e a história que não vai a lugar nenhum começam a cansar. O autor saiu demais da linha central da história e isso me deixou de saco cheio. Pior livro da série, sem dúvida.

colecao guia do mochileiro

No penúltimo volume, Até mais e obrigado pelos peixes, o Douglas Adams resgata alguns elementos anteriores e parece que as coisas vão tomar um rumo… mas no  considerado último, Praticamente Inofensiva, ele abre ainda mais a história e dá uma resolução bem porca pro fechamento da série. Também, escrito meio forçado 13 anos depois do lançamento do primeiro (em 1979)… muita gente nem considera que seja o fim da série, e daí não sei o que é pior: uma série sem final ou um final mal explicado.

Já sei que vão dizer que é porque não entendo o Douglas Adams, ou que eu “li errado” o livro, ou qualquer coisa assim. Não, só não me cativou porque eu criei uma super expectativa. Todo mundo falava que era maravilhoso, mas a minha definição de maravilhoso é bem diferente.

Alguns elementos dessa história pirada se tornaram ícones, como a tal da toalha (um item ESSENCIAL para qualquer mochileiro, que tem as mais variadas e estranhas utilidades), uma bebida chamada dinamite pangalática, o peixe-babel (que você coloca no ouvido e pode entender qualquer língua de qualquer raça no universo), o robô melancólico e depressivo Marvin,  o próprio Guia do Mochileiro das Galáxias, com seu alerta em letras amigáveis na capa NÃO ENTRE EM PÂNICO, e é claro o número 42 que é a resposta para a grande pergunta sobre a vida, o universo e tudo mais.

“O Guia do Mochileiro das Galáxias faz algumas afirmações a respeito das toalhas. Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido ao seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kabrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você – estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.”

O Guia do Mochileiro das Galáxias – Douglas Adams

Meu comentário sobre a série aqui é bem breve porque eu li há dois anos, então não lembro detalhes. Só lembro que quis criar esse blog pra falar com sinceridade sobre os livros que eu li, já que muitas resenhas nunca contemplavam o que eu achava sobre uma obra. Obviamente eu acabei deixando de lado a resenha da série hehe

Série O Guia do Mochileiro das Galáxias (5 volumes)
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Ano: 2004

Resenha: A Bandeira do Elefante e da Arara

Você consegue imaginar uma saga ambientada no Brasil Colonial com personagens mágicos do folclore brasileiro? Saci-Pererê, Iara, Curupira e Mula sem Cabeça nos são bastante conhecidos e aparecem no livro A Bandeira do Elefante e da Arara, do autor Christopher Kastensmidt. Mas além desses aparecem diversos outros nem tão conhecidos como a Flor-do-Mato e o Pai-do-Mato, e alguns quase desconhecidos (ou desconhecidos em certas regiões do país) como o Capelobo, o Labatut, o Mapinguari e o Corpo-Seco. O maior mérito do autor é inserir todos esses personagens numa história épica, tirando-os da ambientação infantil que é praticamente nossa única referência em folclore (oi, Monteiro Lobato).

a-bandeira-do-elefante-e-da-araraOs protagonistas da saga são o holandês Gerard van Oost e o africano Oludara, que chegou ao Brasil num navio negreiro e teve sua liberdade comprada por Gerard  para acompanhá-lo em aventuras pelo Brasil. Em seu caminho eles encontram portugueses, franceses, tribos Tupinambás e Goitacás, diversas criaturas mágicas brasileiras e feras legendárias que eles ajudam a combater. Por onde passa, a dupla faz amigos e inúmeros inimigos.

Fiquei bastante admirada com a construção da história, que me lembrou um pouco da rapsódia de Macunaíma, do Mario de Andrade, tanto pela temática do folclore brasileiro, como pela andança dos personagens pelo país. Outra característica é a tentativa de mostrar a identidade nacional com toda a mistura de cores, culturas e religiões:

“Viaje por esta Terra de um lado até o outro, e não encontrará duas pessoas iguais” – Oludara

Todos os personagens que aparecem têm alguma forma de preconceito. Oludara o tempo todo é tratado como escravo, e Gerard precisa frisar o tempo todo que Oludara é um homem livre; Gerard tem preconceitos contra o que ele chama de magia pagã; por sua vez, Oludara não entende as religiões cristãs e suas restrições; os padres católicos têm preconceito religioso para com Gerard, que é protestante, e o tratam como se estivesse condenado ao inferno. Apesar disso, na maior parte das vezes eles omitem suas opiniões e conseguem aceitar o outro para conviver em paz. Pois não é assim que deveria ser, num país com tanta miscigenação? Nessas questões também é visível a evolução dos personagens, principalmente pela convivência com a diversidade.

gerardeoludara-sulamoon
Ilustração de Gerard e Oudara, feita por Sula Moon

É claro que, como em toda saga, não tem só aventuras, mas também um pouco da cultura e da sabedoria de cada povo que se propõe a apresentar, trazendo lições que podem ser úteis para os leitores e até mesmo tocantes. O livro tem passagens engraçadas, mas também mortes tristes, e em muitos momentos fiquei apreensiva pela vida de outros personagens que corriam perigo.

O livro A Bandeira do Elefante e da Arara reúne dez histórias da dupla Gerard e Oludara. Algumas delas já haviam sido publicadas separadamente e editadas em quadrinhos. Alguns dos contos venceram prêmios mundo afora, tendo sido publicados primeiro em inglês e traduzidos para outros idiomas, além de comercializados em diversos países, como Holanda, Romênia e República Tcheca. Em outubro do ano passado, logo que meu exemplar veio na Nerd Loot, fiz uma entrevista com o Christohper Kastensmidt, que você pode ler aqui se quiser saber mais sobre como esse gringo se interessou tanto pela cultura brasileira. 😉

Ficha Técnica

Título: A Bandeira do Elefante e da Arara – Christopher Kastensmidt
Ano: 2016
Páginas: 326
Editora Devir
ISBN: 9788575326374

Nota: 10, me conquistou!

Resenha: Até que a morte os separe

Mais uma vez a escritora catarinense Katia Rebello nos brinda com um romance de linguagem leve, simples, carregada de diálogos bem estruturados e por vezes engraçados… e que nos prende. Li Até que a morte os separe de uma sentada! Esse é o décimo livro publicado por ela, o primeiro foi A Casa da Praia, em 1991. Esse primeiro havia recebido o Prêmio Nacional de Romance Virgílio Várzea, em 1988.

20170129_142812
Clássica selfie com o livro 😀

Até que a morte os separe é contado do ponto de vista da protagonista Patrícia, que tentará separar o casal Marlice e João. Ela vê o sofrimento da amiga em um namoro conturbado. João é ciumento e possessivo, mas Marlice está apaixonada e não quer deixá-lo. Patrícia então decide que só a morte de João iria afastar a amiga desse crápula. Ela começa a planejar o assassinato de João, mas no meio dessa tentativa descobre alguns fatos do passado que vão fazer toda a diferença na história.

Uma característica muito marcante dos livros de Katia é que todas as suas protagonistas são mulheres, e todas as histórias são narradas em primeira pessoa. Para ela é natural entrar na cabeça de uma personagem feminina, forte e independente.

Gosto de como a Katia aborda a questão da liberdade da mulher e da igualdade de gêneros de maneira sutil ao longo da história. Ali alguns homens também fazem trabalhos domésticos e não deixam tudo para suas esposas, e ela levanta a bandeira de que a mulher deve ser livre para fazer suas escolhas, por isso Patrícia fica p* quando a amiga cogita abandonar uma ótima oferta de emprego para cuidar do noivo. Ela teme que Marlice fique aprisionada com esse possível casamento.

A história é ótima e muito bem amarrada, reservando surpresinhas pro final, mas que não deixam o final “corrido”, como algumas vezes acontece com romances policiais e histórias de mistério. A fluidez do texto é muito natural.

Um pequeno senãozinho, que para muitos pode ser um defeito mais grave é a capa. Um romance com tanto potencial para ser lido e vendido precisa de uma capa mais trabalhada para chamar a atenção de leitores. Às vezes tenho a impressão de que editoras menores pecam um pouco nesse aspecto e acabam tornando os livros menos atraentes do que realmente são. É claro que isso não prejudica a leitura, mas pode repelir um possível leitor.

Ficha técnica:

Título: Até que a morte os separe Katia Rebello
Ano: 2016
Páginas:
232
ISBN:9788572912198

Nota: 10 pelo texto, 9 pelo conjunto.

Retrospectiva literária 2016

Oi gente! Eu sei que eu deveria ter feito esse post antes, mas só me bateu a vontade agora, 22 dias depois que 2017 começou, e depois de já ter lido 3 livros! hahaha Mas nunca é tarde, né? Como promessa de ano novo, tentarei postar com mais frequência, vamos ver se consigo… quem sabe um post mensal com o que li…

giphyO meu ano literário de 2016 foi MUITO BOM, ao contrário de 2015 que tinha sido meio fraco! Descobri alguns autores e autoras maravilhosos dos quais eu nunca tinha lido nada e bati meu record com 33 livros! É, comparado a algumas pessoas é um ritmo lento, mas não estou competindo com ninguém, então estou bem feliz com o resultado (e esse ano acho que a média vai diminuir de novo pois vou voltar a estudar, e graduação tem mil coisas pra ler).

Também foi o ano que tirei pra reler a saga Harry Potter (yeeeey), a qual eu praticamente devorei, igualzinho às outras 367 vezes que já tinha lido. Isso ajudou que o ano fosse bem LEIA MULHERES. Dos 33 livros lidos, 18 foram escritos por mulheres. Comecei a ter essa preocupação quando reparei na discrepância da proporção entre autores homens e autoras mulheres na minha estante, que chegou a 20:4. Sugiro que vocês façam esse exercício também…

Não vou colocar TODOS os 33 aqui, mas vou falar dos principais livros e autores:

1 – Grande Sertão: Veredas, do Guimarães Rosa

MEU DEUS! Por que não li esse livro antes?? Ganhei de aniversário há 3 anos e táva com medinho de ler, porque é a obra-prima de um dos meus autores favoritos, e também é um tijolaço de 625 páginas. É maravilhoso, poético, sinestésico. E surpreendente! Se você gosta de autores nacionais com temática do sertão, LEIA! Também tem citações maravilhosas, como isso aqui:

Viver é muito perigoso… querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querendo o mal, por principiar.”

Toda saudade é uma espécie de velhice.

A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” – a minha preferida!

2- Tolkien

Não poderia deixar de falar do meu queridinho, ainda mais tendo lido três dele no ano:

  • Smith of Woottoon Major (Ferreiro de Bosque Grande): conta a história de um menino (Smith) que participa de uma celebração que ocorre a cada 24 anos em sua cidade, só para algumas crianças que recebem convite. Nesse banquete sempre há um bolo, e naquela ocasião, o ajudante do cozinheiro esconde um artefato, que será encontrado por uma das crianças, e isso fará com que ela possa visitar o mundo das fadas… é um conto bem gracinha!
  • JRR Tolkien: Artist and Illustrator: maravilhoso para conhecer o lado artístico e perfeccionista do mestre. A partir dele fiquei conhecendo outras obras que compilam desenhos do Tolkien.
  • A queda de Artur: Tolkien também criou a sua versão para a lenda arturiana, embora não a tenha concluído. A história é em formato de poema, o que dificulta um pouco a leitura. O livro traz muitas curiosidades sobre os diversos segmentos da lenda do Rei Artur, qual delas Tolkien resolveu seguir e informações sobre o processo de construção desta versão.
tolkien-artist-and-illustrator
O preciosismo (ba dum tss) do Tolkien não era apenas com seus textos. Aqui  a gente pode ver o Portão de Moria desde a sua concepção inicial, até o desenho definitivo. 

3 – Saga Avalon, Marion Zimmer Bradley e Diana Paxson

Já falei um pouco da saga no post sobre A Sacerdotisa de Avalon, que fechava o ciclo anterior às Brumas de Avalon. Dessa coleção tem 7 lançados no Brasil e eu li cinco. Os meus preferidos foram Os Ancestrais de Avalon e A Sacerdotisa de Avalon.

4 – A Guerra dos mundos, HG Wells

radio play causes panic hg wells.gifUm clássico que nunca tinha lido. Preceptor das obras pós-apocalípticas, esse livro foi escrito em 1898 e causou alvoroço na década de 30 ao ser transmitido como radionovela, levando a uma histeria coletiva porque o público achava que estava escutando ao vivo uma invasão alienígena. Qualquer coisa que veio depois dessa obra é cópia. É um livro bem fininho e a escrita é simples.

5 – García Márquez

Logo no ano em que comecei a ler em espanhol, resolvi começar por esse autor e li dois dele: Crônica de uma morte anunciada (resenha aqui) e O Amor nos tempos do Cólera.  Com o Crônica, me apaixonei por García Márquez logo de cara, e já tenho outros dele na lista para ler. Adorei ter começado a ler suas obras!

6 – Nana Garces e Fê Friederick Jhones

Não podia deixar de citar essas duas jovens autoras que foram as primeiras parceiras aqui do blog! Pra quem não lembra, a Nana é autora do Ode de Sangue, e a Fê publicou Ímã de Traste. Confesso que não estou acostumada com os gêneros que elas duas escrevem, mas é bom sair da zona de conforto às vezes, né? Estou gostando do desafio e espero que as parcerias continuem! 🙂

7- A primeira luz da manhã, Thrity Umrigar

a-primeira-luz-da-manha-livroComo eu estava numa fase LEIA MULHERES tentando equilibrar a estante (ok, já sei que nesse post tem mais homem) e já tinha ouvido uma amiga comentando sobre esse livro, e uma outra falando sobre a autora, comprei dois dela. Encontrei por 10 reaizinhos cada numa feirinha de livros que teve no shopping.

Esse livro é autobiográfico, e Thrity conta desde sua infância até o momento em que sai de seu país natal, a Índia, para estudar nos EUA. Ela fala de sua adolescência conturbada, as brigas com sua mãe, o amor pela tia que fazia por ela muito mais que a mãe. A escrita dela é muito gostosa de ler. Me identifiquei com várias coisas, principalmente o fato de ela ter estudado jornalismo e saído de sua terra natal para se aventurar num lugar desconhecido longe da família.

8- O Corcunda de Notre Dame, Victor Hugo

Esqueça tudo de feliz e colorido que você viu no filme da Disney. Isso aqui é da época do Romantismo, e só pode acabar em desgraça, tragédia e lágrimas. Ainda não tinha lido Victor Hugo. Uma heresia para uma pessoa leitora de clássicos. É triste, pesado, em alguns momentos dá uma certa náusea por causa das descrições. Essa edição ilustrada da Zahar é maravilhosa. Também ganhei de aniversário, fazia um ano.

Outros livros que li no ano e merecem ser citados foram:

  • Comer, Rezar, Amar, da Elizabeth Gilbert
  • O Nome da Rosa, do Umberto Eco
  • Mago – Aprendiz, do Raymond E. Feist
  • O Grande Gatsby, do Scott Fitzgerald

É isso aí! Como foi o ano literário de vocês? Já conheciam ou leram algum dos que eu citei?