Inscrições abertas para o Prêmio SESC de Literatura

A premiação nacional em Literatura do SESC, que já está na sua 14ª edição, tem inscrições abertas até 16 de fevereiro. Desde 2003, a premiação já contemplou escritores de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul, Brasília, Pernambuco.

Além de abrir uma porta do mercado editorial aos escritores estreantes (a obra é publicada pela Editora Record com tiragem mínima de 2 mil exemplares), o Prêmio SESC de Literatura revela novos talentos e promove a literatura nacional, proporcionando uma renovação no panorama literário brasileiro.

As categorias do Prêmio SESC são Conto, sendo considerados textos de  120 mil e 400 mil caracteres com espaços, e Romance, com 180 mil a 600 mil caracteres. Na categoria Conto devem ser inscritos livros de contos, e não apenas uma narrativa. A obra inscrita deve conter apenas textos, sem ilustrações, gráficos ou imagens, sem rodapés ou numeração de páginas.

Na primeira página deve constar apenas o título, para garantir a lisura no processo de julgamento. O nome do arquivo deve ser apenas o título da obra inscrita. Em nenhum local da obra ou no nome do arquivo poderá constar o nome do candidato, ou a inscrição será invalidada.

O edital do Prêmio SESC está disponível para consulta neste link. Os vencedores devem ser divulgados em junho.

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Inscrições abertas para concurso de poesia na região de Criciúma

A Associação Criciumense de Transporte Urbano (ACTU) e a escritora Cristiane Dias estão promovendo a primeira edição do concurso A Poesia Vai de Ônibus. As inscrições vão até o dia 31 de outubro e são exclusivamente online, pelo site: actu.com.br/concurso.

poesia vai de onibus criciuma

Serão escolhidas 50 poesias que ficarão expostas dentro dos ônibus durante o ano de 2018. Cada veículo terá dois poemas. A escritora Cristiane Dias explica que a ação está sendo organizada a exemplo de iniciativas que já ocorreram em Porto Alegre e Florianópolis. Ela teve trabalhos seus selecionados em três edições do concurso Poemas no ônibus e no trem, da capital gaúcha, onde morou.

Podem participar do concurso moradores das seguintes cidades: Balneário Rincão, Criciúma, Içara, Morro da Fumaça, Orleans, Treviso, Cocal do Sul, Forquilhinha, Lauro Muller, Nova Veneza, Siderópolis e Urussanga. Qualquer pessoa da região, com idade a partir de 13 anos, pode inscrever um poema, que deve ter 14 versos e deve ser enviado com pseudônimo. O escritor deve anexar um documento contendo seu poema, escrito com fonte “Arial”, tamanho 12 e espaçamento 1,5.

É necessário que o poema inscrito seja inédito. A temática é livre. O resultado do concurso será divulgado até o dia 20 de novembro.

Autores independentes na FLIP

Seu Paulo Cavalcante saiu lá de Campina Grande, na Paraíba, para expor na Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP. Ele participa do evento há 13 anos, mas nunca foi como convidado. Ele sabe que a FLIP é uma vitrine, e que o público das estrelas convidadas é o mesmo que o seu: leitores. “Quem se propõe a estar na literatura, tem que estar na FLIP. Por isso que tem centenas de nós na pipoca”, comenta rindo.

paulo cavalcante

Seu Paulo estava todos os dias da Feira debaixo de sol, vestindo acessórios que remetem ao sertão nordestino, tema de seus três livros publicados. Martírio dos viventes foi seu primeiro livro e já está na sexta edição, todas pela Editora da UFPB (Universidade Federal da Paraíba). Sujeito simples, não tirou o sorriso do rosto nem um minuto durante nossa conversa, mesmo passando cinco dias inteiros em pé sobre dois tocos de madeira que o faziam sobressair à multidão. Pelo jeito a persistência valeu a pena, conseguiu vender todos os 150 exemplares que levou a Paraty de Um Andarilho em Busca de Cultura (de 2016, o mais recente). Seu outro título é Como se fosse um paraíso, de 2012.

O romance realista Martírio dos Viventes fala sobre a seca de 1992 na região de Garanhuns, cidade natal de Paulo, e conta a resistência e a exclusão social de uma família que tem 12 filhos. O texto é acompanhado de ilustrações feitas pelo próprio autor. É praticamente um livro paradidático, que podemos comparar com Vidas Secas, do genial Graciliano Ramos. Restavam uns 30 exemplares com o autor ao final da feira.

Mulheres em Cena

lara braga - mulheres em cenaAs irmãs Nara Tosta e Lara Braga (foto) vieram da capital do Rio de Janeiro para expor seu projeto Mulheres em cena. Nara escreve contos, Lara é poeta, e ambas falam de questões da mulher.

Lara conta que elas decidiram escrever quando chegaram à famosa crise de meia idade. “A gente já tinha feito várias coisas na vida e não se encontrava. Eu tive um filho que teve câncer, e nesse processo a gente ficou muito recolhido. Depois dessas viagens internas, aos poucos eu minha irmã fomos descobrindo o que temos como essência para colocar pra fora”, conta a autora.

Elas escrevem há mais ou menos cinco anos e têm prontos diversos textos. A ideia de Nara é publicar cinco livros, com dois contos em cada. Detalhe: todos os títulos são nomes femininos e contam as histórias das protagonistas que dão nome aos textos. Lara deve publicar mais quatro livros de poesia, fechando a coleção, com dez volumes. Os dois primeiros livros do projeto Mulheres em cena haviam acabado de sair do forno e já ganhavam as ruas de Paraty nas cestinhas das bicicletas que Lara e a filha de Nara levavam.

 

Catarinense marca presença

Como não poderia deixar de ser, Santa Catarina também teve uma representante entre os escritores independentes. A advogada Luciana Bertoldo, autora do livro Baioneta Calada, esteve na FLIP divulgando seu livro. Ela conta que visitou escolas da região, num “trabalho de formiguinha” para falar da obra que tem sido utilizada por colégios do Rio Grande do Sul para apoiar os estudos sobre o período da Ditadura Militar. luciana bertoldo flip 2

No livro, Luciana conta a história de seu pai, que foi preso durante o período da Ditadura, e fala sobre como isso afetou toda a família. O simples fato de ser operário e lutar por direitos trouxe a ele o estigma de “preso político” e “comunista”. O convívio com a sociedade foi bastante afetado, não apenas de seu pai, mas de todos, que sofreram perseguições por anos a fio, além da exclusão.

Escritores independentes têm essa proximidade carinhosa com o público. Algumas das estrelas da FLIP e de outras feiras também têm, outras não têm. Manter a humildade e o carisma com os leitores, atender bem o público, pelo menos pra mim, são fatores importantes. 😉

Prefeitura realiza Pré-conferência do Livro neste mês

O Conselho Municipal de Cultura de Florianópolis promove no dia 29 de junho a Pré-conferência do Livro, Leitura e Literatura. O objetivo da reunião é escolher os representantes da setorial da Leitura, Literatura e Livro para a VII Conferência Municipal de Cultura de Florianópolis, que deve ser realizada em agosto de 2017.

O encontro acontecerá na Biblioteca Pública Estadual, no Centro, a partir das 17h30, e é aberto para escritores, poetas, contadores de histórias, cronistas e gestores em cultura.

A Conferência Municipal de Cultura é um espaço onde sociedade civil e membros do governo se reúnem para propor políticas e ações para o setor.  É um espaço democrático onde as mais diferentes visões e demandas têm direito a voz, decidindo os destinos da Cultura do município.

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Conselho eleito na VI Conferência de Cultura de Florianópolis, em 2015 (Foto: Dieve Oehme/ divulgação CMPC Floripa)

Esse ano o tema central da conferência será “Cultura como vetor de Desenvolvimento Econômico e Social: desafios do Sistema Municipal de Cultura de Florianópolis (SIMCUF)” e terá os seguintes eixos de debate:

Eixo 1 – Sistema de Financiamento Público da Cultura: Orçamentos Públicos, Fundos de Cultura e Incentivos Fiscais

Eixo 2 – Infraestrutura Cultural, Integração e Transversalidade

Eixo 3 – Democracia, Cidadania e Diversidade

Eixo 4 – Política Cultural, Gestão e Capacitação

Livrarias Catarinense publicarão livros escritos por crianças

O grupo Livrarias Curitiba, do qual fazem parte as lojas das Livrarias Catarinense, lançaram o projeto Meu Primeiro Livro, uma forma de incentivar as crianças a lerem e a desenvolverem a imaginação escrevendo sua primeira obra. A campanha é gratuita e acontecerá nas dez lojas de Santa Catarina até outubro, além das unidades espalhadas no Paraná e em São Paulo.

As crianças que participarem da Hora do Conto, realizada nas lojas todo sábado, receberão uma folha de atividades para relatar ou desenhar o que aprenderam sobre a fábula apresentada na contação de histórias. Quando voltar na próxima Hora do Conto, a criança deve levar a folha de atividades, e ela receberá um carimbo. A cada 8 participações, a criança ganhará um brinde, e com 20 presenças no ano, as páginas vão se transformar em um livro.

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A Hora do Conto acontece todo sábado nas lojas da rede Livrarias Catarinense Fotos: Divulgação/Livrarias Catarinense

Em outubro a Livrarias Curitiba irá recolher o material – que deverá ficar guardado com os pais no decorrer do ano – e enviar para uma gráfica para que seja montado o livro da criança. A obra será entregue gratuitamente à família e ao autor mirim, que poderá lançar oficialmente, em novembro, a sua obra dentro de uma das dez lojas do grupo em Santa Catarina.

Essa é a primeira vez que o Grupo Livrarias Curitiba realiza este projeto. De acordo com o diretor de marketing do Grupo Livrarias Curitiba, Augusto Pedri, um dos grandes desejos é envolver toda a família em torno da leitura, pais e filhos, e dessa forma incentivar a escrita e a leitura. “Ver os pequenos lançando suas obras em outubro será um grande orgulho para todos nós”, diz.

A Hora do Conto acontece todos os sábados em todas as lojas. Confira os horários na Grande Florianópolis:

10h – Livrarias Catarinense no Centro de Florianópolis (Rua Felipe Schmidt, 60)

15h – Livrarias Catarinense no Continente Shopping (em São José)

15h – Livrarias Catarinense no Beiramar Shopping (em Florianópolis)