Escritora Lélia Pereira Nunes lança Corpo de Ilhas

Nesta quarta-feira, 13, a escritora e professora Lélia Pereira Nunes lança o livro Corpo de Ilhas, coletânea de crônicas que abordam realidades culturais das raízes açorianas, sentimentos de pertença, histórias comuns e que têm a pretensão de contribuir com o debate sobre a atlanticidade literária. O evento será no Emporium Bocaiúva, no Centro de Florianópolis, às 19h.

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Estudiosa da contribuição cultural da diáspora açoriana na Ilha de Santa Catarina, neste novo livro Lélia Pereira Nunes navega o Atlântico para aproximar culturas e reafirmar nossa ligação afetiva com o arquipélago dos Açores, em crônicas e artigos que nos trazem múltiplos saberes e análises. Junto com seus já publicados títulos Ilha de Santa Catarina, Ilhas Açorianas e Outras Ilhas, a obra reúne textos que refletem a realidade brasileira, garimpando memórias, lembrando figuras ícones da cultura nacional e derramando o olhar por outras manifestações da cultura popular.

Corpo de Ilhas é o título desta coletânea de crônicas e comporta várias formas de olhar, de revelar as Ilhas na expressão sentimental das minhas raízes islenhas.”, diz a escritora, natural de Tubarão. Coligado pelo espaço geográfico, o conjunto de livros trata também de outras ilhas que podem estar na sua cidade natal, no território catarinense ou espalhadas pelo grande arquipélago Brasil. 

Sobre a autora

Lelia Pereira NunesLélia Pereira da Silva Nunes é catarinense de Tubarão e cidadã honorária de Florianópolis, onde reside desde 1970. É Escritora e professora da UFSC, aposentada. Socióloga de formação e Mestre em Administração Pública (UFSC). 

É Titular da Cadeira 26 da Academia Catarinense de Letras e, atualmente, Secretária Geral da entidade. Sócia Emérita do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Pertence a Casa do Jornalista de SC, ao Instituto Açoriano de Cultura, ao Instituto Histórico da Ilha Terceira e ao Instituto Cultural de Ponta Delgada.

Desde 1984 tem dedicado a maior parte do seu trabalho literário à cultura tradicional açoriana no sul do Brasil e nos Açores. Suas referências bibliográficas incluem crônicas, ensaios, biografias. 

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Rosane Cordeiro lança novo livro na próxima semana

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No dia 22 de maio, a escritora manezinha Rosane Cordeiro lança o segundo título de sua carreira: De choros e velas – o feminino em verso e prosa, pela Editora Dois por Quatro. O evento acontece na pizzaria João Manjericão, no Centro Histórico de São José, a partir das 20h e tem entrada gratuita.

O livro aborda o universo feminino em 20 contos e 33 poemas, e, segundo a autora, a obra é sua menina dos olhos. “É uma leitura para quem não teme o feminino  sufocado em cada um de nós”, diz. Ela desconstrói e  desestabiliza a escrita, a linguagem e a vida.

O prefácio foi escrito pelo professor e filósofo Paulo Petronílio, que diz “com seu charme poético, para além do seu livro-pauta, desafia o leitor a rir da retidão do pensamento. Ao não gostar de escrever em linhas retas, ela faz monstros nas costas do cartesianismo e se metamorfoseia quando escreve”.

Sobre a autora

Rosane-Cordeiro-escritoraRosane nasceu em Florianópolis, em 1966, graduou-se em Letras Português e Italiano, com mestrado e doutorado em Letras-Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Santa Catarina, e é professora. Publicou crônicas e artigos nos jornais Ô Catarina e Diário Catarinense. Hoje desenvolve projetos voltados à leitura e à produção textual, além de oferecer cursos de redação para concursos e vestibulares.

Seu primeiro livro, Teatro do Cotidiano, foi publicado em 2014 pela Editora Insular. Com crônicas que abordam a transcendência do dia a dia, a autora o transforma numa expressão literária singular, na qual o comum e a simplicidade se tornam raros e preciosos aos olhos do leitor.

Outro projeto da autora, já no prelo é Olhares Cotidianos. Em 2015 ela entrou para a AJASOL, a Academia de Letras de São José. Para conhecer mais textos de Rosane Cordeiro, acesse: rosanecordeiro.simplesite.com.br

Fotos: Editora Dois por Quatro

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Adonai Zanoni lança Conexão Stellar em Florianópolis

O empresário Adonai Zanoni, lançou na terça-feira, 24, o terceiro livro publicado em sua carreira: Conexão Stellar – O coração peregrino no caminho das estrelas, da editora Carbo. O livro traz ferramentas de coaching e pitadas de filosofia, tudo isso para incentivar o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. O lançamento foi nas Livrarias Catarinenses, do Shopping Beiramar.

A expressão-chave da obra é a consciência existencial e a compreensão de nosso lugar no mundo, que o autor tenta despertar no leitor com textos reflexivos, vivências de pessoas que passaram pelo coach de Adonai e também experiências do próprio empresário. “O grande desafio do ser humano é a aceitação e entendimento do seu propósito, que são as três perguntas clássicas: de onde eu vim? O que estou fazendo aqui? Para onde eu vou? O livro tenta fazer com que o leitor encontre esse canal que nos conecta com o todo”, diz o autor.

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O livro ensina o leitor a tomar decisões, iniciar projetos e lhe oferece ferramentas para mantê-los. “O principal medo das pessoas que procuram coaching é a autoestima, insegurança, medo de dar o próximo passo. Precisamos quebrar essas amarras e restrições que também são impostas pelo sistema, pela sociedade, pelos dogmas. Esse despertar é que o livro tenta buscar”, explica o autor. Os textos também incentivam o hábito de ter palavras, pensamentos e ações positivas, indicando alguns caminhos para alcançá-los, como a meditação e a música.

Sobre o autor

Adonai Zanoni é natural de Florianópolis, diretor da empresa Reitz Innovation, que desenvolve soluções tecnológicas para área da saúde. Graduado em Administração, com MBA em Gestão Estratégica de Negócios e Gerenciamento de Projetos, atuou em empresas dos setores automotivo, hoteleiro, alimentício, TI, comunicação e marketing. Seu portfólio inclui mais de 700 palestras pelo Brasil. É palestrante, mentor empresarial, choach, e já atuou em áreas de desenvolvimento de sistemas, administração, gestão de pessoas, comunicação e marketing.

Ele trabalha agora em outro projeto, que já tem o título de Puro Sangue: a alquimia da sabedoria, que, segundo o autor também tem esse viés de busca pelo autoconhecimento, cura interna. O autor explica que a obra vai trabalhar a força dos animais, mais especificamente a força do cavalo.

 

Planalto Serrano vira cenário em lançamento de escritor catarinense

Inspirado por uma cena que presenciou na sua infância em Rio Negrinho, o autor Airton Marchi (A. J. Marchi) lança seu primeiro livro, Páginas que não li. A obra é um drama caracterizado pela miséria em todos os sentidos, principalmente a cultural, como sugere o título. O livro foi lançado pela Editora Tripous e ganhou ilustrações da artista Fernanda Hinning.

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A história se passa na cidade fictícia de Rio da Serra, localizada no Planalto Serrano de Santa Catarina entre as décadas de 50 e 60, e narra em primeira pessoa a história de Pedro Kobis. Aos 14 anos, o protagonista atirou e matou um assaltante, ferindo outro. Devido a isso, foi trabalhar em uma madeireira na cidade onde conheceu sua esposa Maria, e com quem teve uma filha, Clara. Maria perdeu completamente a visão por conta de uma rara patologia. Pedro acidentou-se na madeireira, e, em meio a várias sequelas, perdeu uma das pernas.

O ambiente é povoado por gente pouco escolarizada e que enfrenta todo tipo de privação. O contexto político da época também é levado em conta: “a cronologia utilizada no prologo, remete o leitor de pouca idade a refletir sobre acontecimentos que possam situá-lo no tempo. Há 50 anos, enquanto o homem se preparava para viajar a lua, existiam bugres nas matas catarinenses e um ambiente social extremamente pobre”, diz Marchi.

Páginas que não li é o primeiro título do autor, que já tem outros projetos em andamento, como o romance policial A Garota Síria, ambientado na Itália. Outro projeto se chama Colina das Amoras, que se passa na Inglaterra e trata de um intrincado relacionamento entre três mulheres com um grave segredo em comum.

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Leitor ávido desde muito cedo, seu Airton  devorava gibis, revistas seriadas, livros de aventuras náuticas, revistas que não existem mais (cruzeiro e manchete), jornais, e até a Bíblia com cunho histórico. Desde a adolescência já tinha facilidade em escrever: “Certa vez, um professor de Português inquiriu-nos, a mim e meus colegas, a redigir uma redação sobre o tema “ecologia”. Devido a facilidade com que escrevi, o professor ao retornar à sala, deu-me nota zero, não sem antes, rabiscar minha redação com uma palavra grosseira entre parênteses, cópia“.

Daí para frente, ele conta, não é difícil imaginar o que acontece a um menino de 13 anos que se rebela contra um educador, em um colégio linha dura de conotação religiosa. Foi só depois de aposentado que retomou sua paixão pela escrita, a que os leitores certamente agradecem.

A editora nos enviou um exemplar do livro para sorteio! Fique ligado na nossa página do Facebook 😀

Fotos: divulgação/Tripous Editora

Entrevista: Gustavo Lopes, autor de O Inominável

Gustavo Lopes tem 28 anos e é autor do livro digital O Inominável, lançado neste ano e que tem conquistado leitores nas plataformas Wattpad (onde já teve mil leituras)  e Luvbook (com 500 visualizações). Fã de Stephen King, J.K Rowling, André Vianco, Rô Mierling e Lovecraft, sempre gostou de inventar histórias, mas foi com o rascunho de seu primeiro livro, entre 2006 e 2007, que a escrita foi se tornando cada vez uma atividade mais atraente a ele, até fazer parte de sua rotina. Gustavo é natural de Suzano (SP) e reside no ABC paulista minha terra, diga-se de passagem.

o-inominc3a1vel-por-gustavo-lopesO Inominável conta a história de quatro amigos, estudantes do ensino médio, que encontram um livro, jamais visto até então na biblioteca de sua escola, e resolvem provar a veracidade de seu conteúdo, instruções para um ritual aparentemente inofensivo e extremamente tentador. Motivados por um histórico de bullying e a promessa de um fim definitivo para os seus problemas, Andreia, Augusto “Bolinha”, Davi e Thalita partem em uma jornada sem retorno, rumo à escuridão inominável que habita em seus corações. A história é narrada na primeira pessoa, sob o ponto de vista de Thalita.

 

Literatismos A Thalita é uma menina, adolescente. Quais os desafios de entrar na mente de uma pessoa de outro gênero e de uma idade diferente da sua para construir o personagem e contar em primeira pessoa?
Gustavo Lopes – O principal desafio em estar na pele de um personagem e contar sua história em primeira pessoa é se desligar da sua própria personalidade, linha de raciocínio, jeito de falar e escrever, para dar lugar a outra pessoa. Para que isso funcione, o personagem precisa ser bem construído antes da primeira linha de narrativa, ou provavelmente as incoerências vão aparecer, seja nos diálogos ou na forma de narrar. O desafio na construção da Thalita foi além de composição da personagem e do processo de separação da minha personalidade com a dela na hora de escrever. Tive que voltar mais de 10 anos para relembrar minha época de colégio e ao mesmo tempo encaixar aquela época no contexto atual.Por sorte o mundo mudou em 10 anos, mas as pessoas não. Recebi muitas respostas de pessoas que se identificaram com a Thalita e isso foi muito positivo para mim, praticamente uma tacada de sorte.

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Literatismos – Como foi o processo de elaborar o texto, desde a ideia até começar a botar tudo no papel (ou na tela)? 
Gustavo – O meu processo de desenvolvimento acaba sendo uma eterna luta entre ordem e caos, e no caso d’O Inominável não foi diferente. Eu planejo o começo e o fim da história, alguns pontos principais, uma linha do tempo, os personagens, elementos do meu universo pessoal, e quando sento para escrever e a história passa a ser “real”, as coisas saem dos trilhos, pois nem sempre o que planejei acontece. Pode parecer insano, mas quando uma história se concretiza na minha mente, ela se torna uma verdade para mim, como se fosse uma sequência de memórias, e eu apenas registro o que está acontecendo ou aconteceu. É um negócio muito louco, principalmente quando decido me colocar na pele de um personagem para narrar, como no caso d’O Inominável. Algumas memórias permaneceram vívidas em minha mente. Enquanto escrevia, eu vi e senti o que a Thalita viu e sentiu. Isso ajuda bastante no processo de elaboração do texto, mas dependendo do teor da história, é bastante desgastante, e algumas memórias são de tirar o sono (risos)…

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Literatismos – Você diz ter outros projetos inacabados. Qual a diferença entre O Inominável e outras ideias que você já iniciou e não concluiu? Pretende voltar a elas em algum momento?
Gustavo – Diferente dos outros livros que já escrevi, O Inominável nasceu com o intuito de ser uma novela e não um romance. Além disso, não houve um período para o texto “descansar” entre a primeira versão, que eu costumo chamar de rascunho, e a versão final, e as revisões foram feitas na sequência até o texto estar pronto, processo que geralmente faço quando escrevo contos. Apesar de todos os meus projetos orbitarem ao redor de um mesmo universo, cada um foi gerado a partir de uma premissa diferente. No caso d’O Inominável, essa premissa foi o bullying. Também há muitas diferenças no processo de escrita, mas é difícil falar sobre este ponto sem dar “spoilers”. Entre os projetos inacabados tenho desde romances que estão em revisão até ideias que ainda estão no argumento. Não apenas pretendo voltar a estes projetos, mas tenho intenção de finalizar todos eles.

Gustavo Lopes também escreve contos nos portais Noite do Bardo  e Maldohorror , e já participou de seis antologias, entre elas Mundo Invertido (Editora Wish), Insanidade (Editora Skull) e Sete Pecados Capitais – volume II  (Editora Illuminare).