Grupo Livrarias Curitiba lança Concurso de Contos

Estão abertas até o dia 31 de maio as inscrições para o 9º Concurso de Contos das Livrarias Curitiba. Serão selecionados os 6 melhores textos, que serão publicados na revista bimestral do Grupo a partir de setembro, e seus autores receberão, cada um, vale-compras no valor de R$ 500 a ser gasto em qualquer produto numa das 29 lojas físicas do grupo ou em compras on-line. O formulário eletrônico da inscrição está disponível neste link.

O objetivo do concurso é descobrir novos talentos literários e oferecer espaço para veiculação aos melhores textos em um periódico cultural de grande circulação: a tiragem da revista ler&Cia tem tiragem média de 130 mil exemplares, com circulação nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Desde a primeira edição do concurso, em 2006, o número de participantes gira em torno de 800 pessoas de todos os lugares do Brasil.

Concurso de Contos Livrarias Curitiba 2018

Com caráter exclusivamente cultural e artístico, a premiação é destinada a autores brasileiros com mais de 18 anos e que apresentem contos originais e inéditos, com temática livre. “Sabemos que existem muitos talentos que não conseguem espaços para publicar seus textos, por isso decidimos realizar novamente esse concurso e dar a oportunidade aos nossos escritores”, explica Augusto Pedri, diretor de marketing da rede Livrarias Curitiba.

Cada participante poderá concorrer com um conto, sobre qualquer tema e com até 3 mil caracteres, com espaços. Uma comissão julgadora vai eleger os melhores textos segundo os critérios de criatividade, originalidade e adequação às normas gramaticais da Língua Portuguesa. Os  vencedores serão divulgados no dia 1º de setembro no site das Livrarias Curitiba. O regulamento do concurso pode ser acessado aqui.

Anúncios

Plataforma Sweek abre concurso literário para comunidade LGBT+

A plataforma de leitura online Sweek e a Rico Editora lançaram o Concurso Literário LGBT+: #OrgulhodeSer, com o objetivo de celebrar a diversidade e todas as formas de amor e reforçar a visibilidade de toda a comunidade LGBTQIAP+. Serão selecionados 7 contos, que serão reunidos em uma antologia organizada pela escritora Thati Machado e lançada na Bienal de São Paulo deste ano.

O livro será composto textos do gênero Young Adult (Jovem Adulto), sendo que 3 deles serão selecionados por meio da competição na plataforma Sweek, e os outros serão convidados pela editora e organizadora. O protagonista deve obrigatoriamente pertencer à comunidade LGBTQIAP+. Embora não seja obrigatório que o autor pertença à mesma comunidade, o concurso incentiva escritores LGBT+ a encontrarem sua voz e seu público. Os contos devem ter até 3 mil palavras.

O concurso é aberto a todo e qualquer escritor residente em território nacional. Os contos devem ser publicados na plataforma Sweek até 31 de março com a tag #OrgulhoDeSer. A tag deve ser inserida no campo “Marcadores”, na seção “Dados da História”. A antologia “Orgulho de Ser” celebrará o amor e a diversidade e não compactuará, de nenhuma forma, com a fobia LGBT+.

Serão considerados como critérios de avaliação o número de seguidores de cada participante (mostra o engajamento com a divulgação da obra, bem como o que  esperar do seu público), criatividade, escrita e estruturação narrativa. O edital completo pode ser acessado neste link.

Inscrições abertas para o Prêmio SESC de Literatura

A premiação nacional em Literatura do SESC, que já está na sua 14ª edição, tem inscrições abertas até 16 de fevereiro. Desde 2003, a premiação já contemplou escritores de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul, Brasília, Pernambuco.

Além de abrir uma porta do mercado editorial aos escritores estreantes (a obra é publicada pela Editora Record com tiragem mínima de 2 mil exemplares), o Prêmio SESC de Literatura revela novos talentos e promove a literatura nacional, proporcionando uma renovação no panorama literário brasileiro.

As categorias do Prêmio SESC são Conto, sendo considerados textos de  120 mil e 400 mil caracteres com espaços, e Romance, com 180 mil a 600 mil caracteres. Na categoria Conto devem ser inscritos livros de contos, e não apenas uma narrativa. A obra inscrita deve conter apenas textos, sem ilustrações, gráficos ou imagens, sem rodapés ou numeração de páginas.

Na primeira página deve constar apenas o título, para garantir a lisura no processo de julgamento. O nome do arquivo deve ser apenas o título da obra inscrita. Em nenhum local da obra ou no nome do arquivo poderá constar o nome do candidato, ou a inscrição será invalidada.

O edital do Prêmio SESC está disponível para consulta neste link. Os vencedores devem ser divulgados em junho.

infos premio sesc literatura.jpg

Entrevista: Gustavo Lopes, autor de O Inominável

Gustavo Lopes tem 28 anos e é autor do livro digital O Inominável, lançado neste ano e que tem conquistado leitores nas plataformas Wattpad (onde já teve mil leituras)  e Luvbook (com 500 visualizações). Fã de Stephen King, J.K Rowling, André Vianco, Rô Mierling e Lovecraft, sempre gostou de inventar histórias, mas foi com o rascunho de seu primeiro livro, entre 2006 e 2007, que a escrita foi se tornando cada vez uma atividade mais atraente a ele, até fazer parte de sua rotina. Gustavo é natural de Suzano (SP) e reside no ABC paulista minha terra, diga-se de passagem.

o-inominc3a1vel-por-gustavo-lopesO Inominável conta a história de quatro amigos, estudantes do ensino médio, que encontram um livro, jamais visto até então na biblioteca de sua escola, e resolvem provar a veracidade de seu conteúdo, instruções para um ritual aparentemente inofensivo e extremamente tentador. Motivados por um histórico de bullying e a promessa de um fim definitivo para os seus problemas, Andreia, Augusto “Bolinha”, Davi e Thalita partem em uma jornada sem retorno, rumo à escuridão inominável que habita em seus corações. A história é narrada na primeira pessoa, sob o ponto de vista de Thalita.

 

Literatismos A Thalita é uma menina, adolescente. Quais os desafios de entrar na mente de uma pessoa de outro gênero e de uma idade diferente da sua para construir o personagem e contar em primeira pessoa?
Gustavo Lopes – O principal desafio em estar na pele de um personagem e contar sua história em primeira pessoa é se desligar da sua própria personalidade, linha de raciocínio, jeito de falar e escrever, para dar lugar a outra pessoa. Para que isso funcione, o personagem precisa ser bem construído antes da primeira linha de narrativa, ou provavelmente as incoerências vão aparecer, seja nos diálogos ou na forma de narrar. O desafio na construção da Thalita foi além de composição da personagem e do processo de separação da minha personalidade com a dela na hora de escrever. Tive que voltar mais de 10 anos para relembrar minha época de colégio e ao mesmo tempo encaixar aquela época no contexto atual.Por sorte o mundo mudou em 10 anos, mas as pessoas não. Recebi muitas respostas de pessoas que se identificaram com a Thalita e isso foi muito positivo para mim, praticamente uma tacada de sorte.

gustavo-lopes-oficial

Literatismos – Como foi o processo de elaborar o texto, desde a ideia até começar a botar tudo no papel (ou na tela)? 
Gustavo – O meu processo de desenvolvimento acaba sendo uma eterna luta entre ordem e caos, e no caso d’O Inominável não foi diferente. Eu planejo o começo e o fim da história, alguns pontos principais, uma linha do tempo, os personagens, elementos do meu universo pessoal, e quando sento para escrever e a história passa a ser “real”, as coisas saem dos trilhos, pois nem sempre o que planejei acontece. Pode parecer insano, mas quando uma história se concretiza na minha mente, ela se torna uma verdade para mim, como se fosse uma sequência de memórias, e eu apenas registro o que está acontecendo ou aconteceu. É um negócio muito louco, principalmente quando decido me colocar na pele de um personagem para narrar, como no caso d’O Inominável. Algumas memórias permaneceram vívidas em minha mente. Enquanto escrevia, eu vi e senti o que a Thalita viu e sentiu. Isso ajuda bastante no processo de elaboração do texto, mas dependendo do teor da história, é bastante desgastante, e algumas memórias são de tirar o sono (risos)…

o-inomincavel-por-gustavo-lopes-divulga-2

Literatismos – Você diz ter outros projetos inacabados. Qual a diferença entre O Inominável e outras ideias que você já iniciou e não concluiu? Pretende voltar a elas em algum momento?
Gustavo – Diferente dos outros livros que já escrevi, O Inominável nasceu com o intuito de ser uma novela e não um romance. Além disso, não houve um período para o texto “descansar” entre a primeira versão, que eu costumo chamar de rascunho, e a versão final, e as revisões foram feitas na sequência até o texto estar pronto, processo que geralmente faço quando escrevo contos. Apesar de todos os meus projetos orbitarem ao redor de um mesmo universo, cada um foi gerado a partir de uma premissa diferente. No caso d’O Inominável, essa premissa foi o bullying. Também há muitas diferenças no processo de escrita, mas é difícil falar sobre este ponto sem dar “spoilers”. Entre os projetos inacabados tenho desde romances que estão em revisão até ideias que ainda estão no argumento. Não apenas pretendo voltar a estes projetos, mas tenho intenção de finalizar todos eles.

Gustavo Lopes também escreve contos nos portais Noite do Bardo  e Maldohorror , e já participou de seis antologias, entre elas Mundo Invertido (Editora Wish), Insanidade (Editora Skull) e Sete Pecados Capitais – volume II  (Editora Illuminare).

 

Resenha: Lilás, lançamento de Fê Friederick Jhones

Lilás é uma garota bastante espontânea, sincera, que faz e fala o que dá na telha. Ela conhece Antônio, um cara que poderia ser qualquer um no meio de uma multidão. O encontro dos dois acontece num restaurante, um não sabe nada sobre o outro. Fiquei me perguntando se a cena não aconteceria numa espécie de speed-dating. 

“Tenho um aneurisma no meu cérebro. Sou uma bomba ambulante e posso morrer neste exato segundo”

É assim que Lilás inicia o diálogo com Antônio. Como qualquer um faria, ele leva um susto e não sabe como lidar com aquela informação: seria verdade? Seria piada? Quem é essa louca?

Lilás Fernanda Friederick
Capa do conto Lilás, da Fê Friederick Jhones

Como podemos imaginar, Lilás invade a vida de Antônio e o arrebata. Mas acima de tudo ela o ensina – e nos ensina! – que temos que viver cada dia de maneira intensa, fazer o que nos dá vontade, dizer àqueles que amamos como nos sentimos e o que eles nos fazem sentir… afinal de contas, amanhã pode ser muito tarde para curtirmos quem hoje está ao nosso lado. Amanhã, podemos não estar aqui, ou mesmo as pessoas que amamos podem partir.

Confesso que derramei algumas lágrimas já pela metade do conto, quando Lilás leva Antônio a um aeroporto para observar as pessoas. Aeroportos são, de fato, os locais onde os sentimentos são mostrados em sua forma mais pura e verdadeira. Quem tem família distante, ou um amor distante, ou pessoas queridas que vão ter de se ausentar por um tempo, sabe o quanto isso é real. Doeu em mim, que tenho família longe, então me vi e me reconheci naquela cena. Aliás é por isso que evito ler romance: eu S E M P R E choro. HEHE

A escrita da Fernanda me prendeu. Os diálogos são super naturais, rápidos, e atiçam a curiosidade do leitor. Você fica se perguntando se a história vai ter um final feliz, ou um final trágico, e quer chegar logo no fim pra descobrir o que vai acontecer com esses dois!

O conto Lilás, da Fê Friederick Jhones, foi escrito em comemoração ao Dia dos Namorados e já está disponível na Amazon neste link. Se você tem Kindle Unlimited pode baixá-lo de graça, mas se não tem, ele custa R$ 2,99.

Título: Lilás
Autora: Fernanda Friederick Jhones
Ano: 2017
Páginas: 36

Nota: 10! Li super rápido, me fisgou!