10ª Feira Catarinense do Livro

Até o próximo sábado, 13 de maio, acontece no Largo da Alfândega, em Florianópolis, a 10ª Feira Catarinense do Livro. Mais de 40 escritores locais vão passar pelo evento, para divulgar suas obras, conversar com os leitores e fazer sessões de autógrafos. Entre os convidados estão Katia Rebello, Ana Esther Balbão Pithan, Inês Carmelita Lohn e Luciana Bertoldo.

Além dos escritores e clássicos estandes para aquisição de livros (alguns  com títulos a DEZ REAIS!), há também apresentações culturais e contação de histórias. Você pode conferir a programação no site da Câmara Catarinense do Livro, que organiza o evento.

Na sexta-feira, 5 de maio, estive na Feira prestigiando a escritora Katia Rebello, que estava autografando seu 10º livro publicado, Até que a Morte os Separe, e o autor Nelito Raimundo, que estava expondo seu livro O único, sem as letras A, B, C e D.

O que vem por aí

Capa Controlados Vol. I.pngNo dia 11, a partir das 13h, o jovem autor Peterson Silva irá expor os dois primeiros volumes da série Controlados: A união dos castelos ocultos e A Guerra da União. Um prato cheio para quem adora fantasia! A história se passa em Heelum, um lugar onde os magos podem entrar na mente das pessoas, influenciar seus sentimentos e controlar seus pensamentos. Algumas raças acham que para haver paz e justiça a magia deve ser erradicada, e outros acham melhor educar a todos sobre as forças ocultas do reino, para que possam viver melhor. Um terceiro livro está em andamento.

Se quiser conhecer um pouco mais sobre a série, acesse o site oficial. O vá bater um papo com o escritor e prestigiar um pouco a literatura de Santa Catarina 😉

 

Anúncios

Resenha: A Bandeira do Elefante e da Arara

Você consegue imaginar uma saga ambientada no Brasil Colonial com personagens mágicos do folclore brasileiro? Saci-Pererê, Iara, Curupira e Mula sem Cabeça nos são bastante conhecidos e aparecem no livro A Bandeira do Elefante e da Arara, do autor Christopher Kastensmidt. Mas além desses aparecem diversos outros nem tão conhecidos como a Flor-do-Mato e o Pai-do-Mato, e alguns quase desconhecidos (ou desconhecidos em certas regiões do país) como o Capelobo, o Labatut, o Mapinguari e o Corpo-Seco. O maior mérito do autor é inserir todos esses personagens numa história épica, tirando-os da ambientação infantil que é praticamente nossa única referência em folclore (oi, Monteiro Lobato).

a-bandeira-do-elefante-e-da-araraOs protagonistas da saga são o holandês Gerard van Oost e o africano Oludara, que chegou ao Brasil num navio negreiro e teve sua liberdade comprada por Gerard  para acompanhá-lo em aventuras pelo Brasil. Em seu caminho eles encontram portugueses, franceses, tribos Tupinambás e Goitacás, diversas criaturas mágicas brasileiras e feras legendárias que eles ajudam a combater. Por onde passa, a dupla faz amigos e inúmeros inimigos.

Fiquei bastante admirada com a construção da história, que me lembrou um pouco da rapsódia de Macunaíma, do Mario de Andrade, tanto pela temática do folclore brasileiro, como pela andança dos personagens pelo país. Outra característica é a tentativa de mostrar a identidade nacional com toda a mistura de cores, culturas e religiões:

“Viaje por esta Terra de um lado até o outro, e não encontrará duas pessoas iguais” – Oludara

Todos os personagens que aparecem têm alguma forma de preconceito. Oludara o tempo todo é tratado como escravo, e Gerard precisa frisar o tempo todo que Oludara é um homem livre; Gerard tem preconceitos contra o que ele chama de magia pagã; por sua vez, Oludara não entende as religiões cristãs e suas restrições; os padres católicos têm preconceito religioso para com Gerard, que é protestante, e o tratam como se estivesse condenado ao inferno. Apesar disso, na maior parte das vezes eles omitem suas opiniões e conseguem aceitar o outro para conviver em paz. Pois não é assim que deveria ser, num país com tanta miscigenação? Nessas questões também é visível a evolução dos personagens, principalmente pela convivência com a diversidade.

gerardeoludara-sulamoon
Ilustração de Gerard e Oudara, feita por Sula Moon

É claro que, como em toda saga, não tem só aventuras, mas também um pouco da cultura e da sabedoria de cada povo que se propõe a apresentar, trazendo lições que podem ser úteis para os leitores e até mesmo tocantes. O livro tem passagens engraçadas, mas também mortes tristes, e em muitos momentos fiquei apreensiva pela vida de outros personagens que corriam perigo.

O livro A Bandeira do Elefante e da Arara reúne dez histórias da dupla Gerard e Oludara. Algumas delas já haviam sido publicadas separadamente e editadas em quadrinhos. Alguns dos contos venceram prêmios mundo afora, tendo sido publicados primeiro em inglês e traduzidos para outros idiomas, além de comercializados em diversos países, como Holanda, Romênia e República Tcheca. Em outubro do ano passado, logo que meu exemplar veio na Nerd Loot, fiz uma entrevista com o Christohper Kastensmidt, que você pode ler aqui se quiser saber mais sobre como esse gringo se interessou tanto pela cultura brasileira. 😉

Ficha Técnica

Título: A Bandeira do Elefante e da Arara – Christopher Kastensmidt
Ano: 2016
Páginas: 326
Editora Devir
ISBN: 9788575326374

Nota: 10, me conquistou!

Entrevista: Christopher Kastensmidt

Radicado em Porto Alegre desde 2001, o estadunidense Christopher Kastensmidt começou sua carreira como escritor profissional em 2005. Em 2006, ele decidiu ambientar histórias de fantasia no Brasil, e o resultado foi a série A Bandeira do Elefante da Arara, que se passa em Salvador, no período colonial.

A primeira noveleta da saga, O Encontro Fortuito, foi publicada em abril de 2010, na revista norte-americana Realms of Fantasy, e venceu o prêmio de melhor história do ano escolhida pelos leitores. O conto também também foi finalista do Prêmio Nebula no mesmo ano.

Christopher trabalhou como desenvolvedor de games até 2009 e hoje escreve, dá aulas e  faz palestras sobre narrativas, games, letramento digital e criatividade. Ele é um dos organizadores do evento anual Odisseia de Literatura Fantástica. Suas obras já foram publicadas em 12 países e também ganharam versão em quadrinhos.

a-bandeira-do-elefante-e-da-araraRecebi um exemplar do livro A Bandeira do Elefante da Arara, que reúne dez contos da série, na minha NerdLoot e fiquei curiosa sobre a história e sobre o autor. Confere aí a nossa entrevista!

Jéssica TrombiniComo despertou seu interesse pela cultura fantástica brasileira?
Christopher Kastensmidt – No ano 2000, o meu antigo estúdio de games (a Southlogic Studios) começou um projeto ambientado na Floresta Amazônica. Para dar mais profundidade ao mundo do jogo, um dos meus sócios recomendou colocar um elemento fantástico, baseado no folclore da região. Li vários livros sobre o folclore indígena e do Brasil em geral. Fiquei fascinado com a riqueza da mitologia nacional. Nunca terminamos o projeto, mas tudo aquilo ficou na cabeça para depois.

JT- Como surgiu a ideia para a série A Bandeira do Elefante da Arara?
CK – Muitas das minhas primeiras leituras em português, quando conheci o país e comecei a estudar o idioma no final dos anos 90, foram livros de história. Quase uma década depois, em 2006, uma época em que eu estava produzindo muitos contos para o mercado norte-americano, tive a ideia de escrever uma fantasia ambientada no Brasil.
Das minhas leituras anteriores, achei o século XVI o período mais interessante para este tipo de história, uma época em que eu poderia trazer um protagonista estrangeiro para conhecer este território vasto e desconhecido. Também, é uma época com uma convergência cultural muito forte, com europeus, africanos e indígenas de dezenas de nações diferentes interagindo ao longo do litoral. Material nunca falta para acrescentar histórias novas a este mundo.

logotipo-oficial-a-bandeira-do-elefante-e-da-arara
Logotipo oficial A Bandeira do Elefante e da Arara. Ilustrador: Leonardo Amora

JT- O que representam o elefante e a arara na sua obra?
CK – A arara é o Brasil, é o Mundo Novo, é toda a magia e possibilidade infinita que o viajante podia sonhar nesta terra desconhecida no século XVI. É o país que o Gerard van Oost, o primeiro protagonista, escolhe como lar, e por isso, é a representação dele. O elefante representa a África e a importância da sua cultura na formação da cultura brasileira. Ao mesmo tempo, representa o segundo protagonista, Oludara, e seu lar, sua promessa de voltar lá algum dia. Estes dois animais figuram na primeira história da dupla, sua “história de origem”, e viram dois elementos simbólicos na bandeira das personagens.

JT- A saga deve ter uma continuação?
CK – Vai ter continuação, sim, mas não vai sair tão cedo. O primeiro livro é muito bem fechado, conta uma história completa, mas na última página dá um teaser do que vai acontecer no próximo arco. Sem dar spoilers, este segundo arco vai demorar para ser escrito, pela complexidade do ambiente. Provavelmente, vou lançando algumas histórias individuais aos poucos (como está acontecendo com estas primeiras histórias atualmente em inglês e chinês).
Porém, isso não quer dizer que não vai ter outro conteúdo durante este tempo, vai ter bastante para outras mídias. Um jogo de tabuleiro inspirado no livro vai sair até o final do ano pela Devir Livraria (a mesma editora do livro), e esperamos lançar um RPG de mesa no ano que vem. A primeira história foi adaptada para um livro em quadrinhos em 2014 (lançado também pela Devir) e eu gostaria de lançar histórias inéditas em quadrinhos em algum momento também. Tenho estou trabalhando com estúdios brasileiros com projetos para um jogo digital e um desenho animado, mas estes projetos estão na fase de captação, por enquanto.

JT – Qual a importância de criar uma literatura de fantasia com elementos da cultura nacional?
CK –  Importante é apoiar a cultura nacional, não necessariamente utilizar elementos da cultura nacional na ficção. Não importa um livro ser ambientado em Roraima, na Europa medieval ou em Marte, se o autor for nacional, a obra é uma produção cultural brasileira. Isso porque o próprio autor leva toda sua bagagem cultural, toda a sua formação, na criação da obra. O olhar é sempre nacional, seja qual for o assunto.

“Não importa um livro ser ambientado em Roraima, na Europa medieval ou em Marte, se o autor for nacional, a obra é uma produção cultural brasileira.”

Há pessoas que menosprezam a produção nacional em geral, mas acho que têm uma visão distorcida do mercado. Elas julgam esta produção contra o que vem de fora, só que o produto importado já passou por um filtro muito grande: recebemos aqui o melhor 10% do que é produzido lá fora, mas estamos expostos a 100% do que é produzido aqui. Não é uma comparação justa. Até muitos conteúdos “importados” são produzidos por artistas brasileiros. Por exemplo, temos quadrinhistas nacionais criando obras para DC e Marvel. Exportamos o talento para importar a obra. A produção cultural aqui é muito forte, mas ainda temos que desenvolver o mercado.

gerardeoludara-sulamoon
Ilustração de Gerard e Oudara, feita por Sula Moon

JT – Como tem sido a receptividade da obra no exterior e no Brasil? Elas são diferentes?
CK – A receptividade é bem diferente, e vem evoluindo ao longo do tempo. Quando comecei a escrever estas histórias, pensei primeiro no mercado estrangeiro, porque achei que o pessoal aqui podia achar “comum” demais uma fantasia com criaturas do folclore nacional. Ao mesmo tempo, ninguém fora do Brasil conhece as lendas brasileiras, nem o Saci (que é personagem importante no livro). Esta primeira aposta deu certo, porque a primeira história do mundo (O Encontro Fortuito) venceu o prêmio Realms of Fantasy e foi finalista do Nebula, um dos dois maiores prêmios de literatura especulativa do mundo. Teve um apelo muito forte para o leitor estrangeiro para fugir daquela fantasia medieval tão prevalente.
Porém, quando lancei a mesma obra aqui (em grande parte pela insistência do autor e editor Roberto de Sousa Causo), descobri que houve uma aceitação maior ainda, muito mais do que esperava.
Ao ler os meus livros, muitas pessoas me admitem que não aprenderam bastante sobre o folclore e história do próprio país. Fico muito contente com este tipo de comentário, porque faz valer os anos que gastei na pesquisa.
Engraçado é que, no exterior, o público dos livros é adulto, enquanto quem lê aqui são principalmente adolescentes. Os livros estão sendo adotados rapidamente nas escolas. Ano passado, palestrei em dezenas de escolas, para mais de 5.000 alunos, sobre o livro em quadrinhos. Lá fora, imagino que o leitor tenha que ser um pouco mais maduro para absorver toda esta cultura “estrangeira” que aqui faz parte do cotidiano.

“Ao ler os meus livros, muitas pessoas me admitem que não aprenderam bastante sobre o folclore e história do próprio país. Fico muito contente com este tipo de comentário, porque faz valer os anos que gastei na pesquisa.”

JT – A maior parte da literatura que traz personagens folclóricos é destinada a crianças. Como você se sente desbravando esse tipo de literatura para jovens e adultos?
CK – Quando tive a ideia de trabalhar com folclore brasileiro, perguntei sobre outros autores do gênero, e todo mundo me indicava apenas o Monteiro Lobato. Fiquei meio chocado de ver que a única referência era um autor que escrevia 100 anos atrás!
Mas, ao longo dos anos, descobri que não sou o único; há vários autores desbravando este território comigo. Para jovens leitores, recomendo Os Sóis da América da Simone Saueressig e O Legado Folclórico do Felipe Castilho. Para obras mais adultas, têm a Saga de Tajarê do Roberto de Sousa Causo, Cira e o Velho do Walter Tierno e Anhangá: A Fúria do Demônio de J. Modesto. Recomendo todos!

Se você quiser ainda mais detalhes sobre os livros do Christopher e a saga A Bandeira do Elefante e da Arara, acesse o site do autor 🙂

Foto de destaque por Ismael Fonseca.

Resenha: Ode de Sangue

Madalena é uma vampira de 400 anos que vive em um monastério. A gente poderia pensar que os objetos sagrados manteriam um vampiro longe de um ambiente assim, mas o perigo à vida dela não reside nos objetos, e sim na fé daqueles que os usam. Além disso, Madalena busca a salvação. Ela sente culpa por ter dentro de si uma besta que tira vidas humanas e se alimenta de sangue para sobreviver.

Narrado em primeira pessoa, o conto Ode de Sangue – memórias vampirescas, da escritora Nana Garces, mostra o conflito interno da irmã Madalena. Como bem diz um dos personagens, ela é humana demais para uma vampira. Madalena sente, sofre e até chora. Em certo momento, ela conta de onde veio seu nome, inspirado em Maria Madalena, o que achei uma sacada genial, porque combina com a personalidade dela:

“Madalena foi uma mulher de duas vidas. Ela foi atrás do que acreditava, buscando redenção.”

Ao contar sua história e as mazelas por trás da vida religiosa de um monastério, ela muitas vezes se emociona com o próprio relato e passa essa mesma impressão ao leitor. Eu senti pena, raiva, em alguns momentos me arrepiei e em outros me emocionei. A narrativa é densa e rica em detalhes, porque Madalena é uma boa contadora de histórias.

quote-ode-de-sangue-1Algumas vezes seu interlocutor interrompe o relato, voltando ao momento presente com alguma pergunta, e eu até havia esquecido que ela estava em outra cena e narrando para outra pessoa o que havia ocorrido 400 anos antes. As mudanças de foco narrativo são muito bem construídas. Em alguns momentos me lembrei de Entrevista com o Vampiro, quando Daniel  (Christian Slater) faz intervenções à narrativa de Louis (Brad Pitt).

Percebi que Madalena não é uma vampira convencional. Estamos acostumados à sensualidade, ao mistério, aos banhos de sangue e à violência nas histórias de vampiros. Madalena é uma vampira de classe. Ela é amante de música e literatura e quer continuar convivendo com a raça humana, sem lhe fazer mal, e algumas vezes buscando justiça.

Ode de Sangue é um e-book e foi publicado pela Essência Literária. Ele está disponível na Amazon, neste link.

Nota: 10, a história me prendeu!

Ficha
Título: Ode de Sangue – memórias vampirescas –
Nana Garces
Editora: Essência Literária
Ano: 2016
63 páginas

Obs importante: Esse foi meu primeiro contato com histórias de vampiros na literatura. Até esse momento, confesso que nunca havia lido nada, apenas vi filmes (como o que citei acima), mas depois dessa leitura me deu vontade de ler Anne Rice e Bram Stocker!

A Sacerdotisa de Avalon

“Todos os deuses são um Deus, e todas as deusas são uma Deusa”. A frase dita por gerações de sacerdotisas de Avalon ao longo da saga se mostra totalmente plausível em A Sacerdotisa de Avalon, que parece um “spin-off” da saga.

A Sacerdotisa de Avalon conta a história de Santa Helena: grande parte dos fatos do livro realmente aconteceu, e a maioria dos personagens é histórica. Eilan (nome bretão de Helena) era filha de uma sacerdotisa e acaba sendo expulsa de Avalon por sua tia. Ela vai embora com Constancius, e eles têm Constantino – aquele que viria a ser imperador de Roma.

livros-saga-avalon
Todos os livros anteriores às Brumas de Avalon encontrei em sebos, pois são antigos e não foram reeditados.

Eilan é devota da deusa Elen dos Caminhos, que tem a mesma representação na Germânia com Nehelennia, a mesma em Roma com outro nome, a mesma no Egito com outro nome. Marion Zimmer Bradley, em toda sua obra, questiona as brigas religiosas, mas senti que nesse livro o questionamento é mais forte. O ponto crucial é que os povos vivam em harmonia, independentemente de suas crenças, e é nisso que Eilan (ou Helena) acredita.

O livro é narrado em primeira pessoa, o único assim de toda a série. Outra diferença legal é que a historia inteira é focada em um personagem, não em diferentes núcleos como nos outros livros. Achei ótimo ter essa variação.

Em toda a saga sempre aparecem personagens que tentam pregar a convivência pacífica com outros povos, mas prevalece a vontade da maioria em tentar dominar a cultura alheia e acabar com ela. A crítica maior é ao império romano, que tentou dizimar as culturas dos povos dominados. Chega a ser irônico que a mãe do imperador, sendo pagã, sacerdotisa de Avalon, seja considerada santa da igreja católica logo após sua morte.

A História diz que ela se converteu muito antes, e é considerada mãe do Cristianismo, por ter influenciado Constantino a permitir o culto a Cristo no Império Romano e ter financiado a construção de importantes igrejas.

Acho que pelo fato de se passar fora de Avalon é que esse livro me chamou mais a atenção. O que aconteceria com uma sacerdotisa solta no mundo? Bom, por onde Helena passou fez a diferença e levou a mensagem de esperança e amor para diversas pessoas, pois ela ajudou a curar doentes e a cuidar de pessoas necessitadas. Isso prova que a bondade não tem religião: ela é universal.

Antes das Brumas

Além dos quatro famosos volumes de As Brumas de Avalon, que são o fim da saga da ilha sagrada, existem outros oito volumes anteriores. Isso mesmo, OITO! E A Sacerdotisa de Avalon é o 8º. Tudo começa em Atlântida (cujos dois primeiros volumes eu pulei), e no terceiro livro, chamado Os Ancestrais de Avalon, alguns sobreviventes do afundamento da lendária Atlântida chegam ao local onde seria instalado o Tor sagrado.

A Espada de Avalon, 4º volume da série, não foi publicado no Brasil, só em Portugal (e até rolou uma petição para que a obra fosse lançada por aqui). Então fui para Os Corvos de Avalon (5º), A Casa da Floresta (6º) e A Senhora de Avalon (7º). O título a que me refiro neste post acontece na maior parte fora de Avalon, e quase sem contato com o que acontecia naquela ilha. A história se passa paralelamente à segunda geração tratada em A Senhora de Avalon, quase 200 anos antes da história de Viviane, Igraine, Morgana e Artur.

O 3º, 4º e 5º volumes foram organizados por Diana Paxson, seguidora da Marion Zimmer Bradley, a partir de manuscritos deixados pela autora.

 

Nota: 9,5

Ficha: A Sacerdotisa de Avalon – Marion Zimmer Bradley
Editora Rocco
Ano: 2002
438 páginas