Empresária conta em livro como sobreviveu nos ataques de 11 de setembro

Todo ano, quando os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 completam “aniversário”, é comum nos depararmos com a pergunta “o que você estava fazendo no dia do ataque?”. Para alguns, essa lembrança não é tão fácil de encarar como a transmissão interrompida do episódio de Dragon Ball Z, nem tão banal. Adriana Maluendas, na época com 29 anos, empresária brasileira natural de Paranaguá (PR), estava fazendo um curso em Nova Iorque naqueles dias e estava hospedada em um hotel localizado exatamente entre as duas torres do World Trade Center.

alem das explosoes - adriana maluendasEm 2016, Adriana Maluendas decidiu relatar o que viveu e como superou a tragédia no livro Além das Explosões. Em mais de 300 páginas carregadas com a emoção, o choque, o trauma e a superação que sobreviver a um ataque terrorista podem deixar em uma pessoa, Adriana narra os momentos tensos e confusos que passou para fugir do hotel. Até então ela só havia escutado os estrondos dos choques dos aviões contra as torres do WTC, e os tremores que os choques e as explosões causaram no local. Assim como milhares de pessoas, Adriana tentou abandonar a região, caiu, foi pisoteada, teve costelas quebradas e se perdeu na cidade que visitava pela primeira vez. Ela passou a noite na rua em completo estado de choque e foi encontrada pelo Consulado Brasileiro nos EUA no dia seguinte.

 

Adriana conta que escrever o livro foi uma parte importante para seu processo de recuperação psicológica e emocional. Em 2014, 13 anos após a tragédia, ela retornou ao local, após muito relutar. “Tentava evitar ao máximo. Porém o dia de enfrentar meus traumas chegou e foi até mesmo fisicamente difícil. Sentia dificuldades de respirar, um peso enorme nos ombros, até uma sensação de sentir o mesmo cheiro forte dos primeiros dias pós ataque. Mas, para irmos adiante é preciso enfrentar as dificuldades, então foi o caminho”, conta a autora. 

adriana maluendasEm entrevista ao blog ela diz ter percebido que os diversos relatos de outros sobreviventes do 11 de setembro lhe deram forças para falar sobre a sua experiência naquele dia. “E o detalhe final em minha decisão foi saber que eu fui uma das poucas cidadãs brasileiras oficialmente registradas e certificadas como sobrevivente naquele dia. Então, decidi transportar minha experiência para o papel e transformá-la em uma mensagem de força e esperança positiva, encorajando outros a superar suas dificuldades extremas, traumas, depressão e perdas em nossas vidas é possível”, diz.

Em novembro de 2015, doou seu passaporte e as chaves do quarto do Hotel Marriott ao Memorial do World Trade Center. Ela é a única brasileira que tem itens doados ao projeto e é reconhecida pelo governo brasileiro como a única sobrevivente da tragédia no país.

Após a produção de seu primeiro livro, Adriana conta que foi flechada pelo Cupido da Literatura, e já possui outros projetos. Ela publica crônicas no WebArtigos, que você pode ler clicando aqui, além de manter uma coluna no The Brasilians, jornal bilíngue para brasileiros que moram nos Estados Unidos.

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Sorteio: O Silêncio do olhar, de Katia Rebello

Para comemorar a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca (23 a 29 de outubro), o Blog Literatismos está sorteando um exemplar autografado do livro O silêncio do olhar, da autora catarinense Katia Rebello.

Para participar é muito fácil! É só curtir da fanpage do Literatismos no Facebook, curtir o post do sorteio e marcar dois amigos nos comentários.

O resultado sai no dia 30 de outubro!

SINOPSE:

Silêncio do Olhar conta a história de Anita, vendedora de perfumes franceses. Ela namora Fábio, que é poeta, ou ao menos almeja ser. Ela não entende por que seu namorado, com quem está há mais de um ano, tem tanta dificuldade em declarar seus sentimentos por ela, mesmo que ela insista. Anita tem ciúmes da Poesia de Fábio, essa amante a quem ele se abre e conta todos os seus sentimentos.

Fábio se corresponde com Solano, poeta já consagrado, e envia a ele seus poemas, pois ele poderia intermediar seu contato com editores para publicar os textos. Anita não se conforma em como ele é capaz de enviar as poesias a um estranho, mas não consegue mostrá-las a ela, que supostamente é o assunto de tais poemas! Furiosa e curiosa, ela decide tirar uns dias de férias e ir atrás do poeta Solano.

Leia a resenha do livro neste link.

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Planalto Serrano vira cenário em lançamento de escritor catarinense

Inspirado por uma cena que presenciou na sua infância em Rio Negrinho, o autor Airton Marchi (A. J. Marchi) lança seu primeiro livro, Páginas que não li. A obra é um drama caracterizado pela miséria em todos os sentidos, principalmente a cultural, como sugere o título. O livro foi lançado pela Editora Tripous e ganhou ilustrações da artista Fernanda Hinning.

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A história se passa na cidade fictícia de Rio da Serra, localizada no Planalto Serrano de Santa Catarina entre as décadas de 50 e 60, e narra em primeira pessoa a história de Pedro Kobis. Aos 14 anos, o protagonista atirou e matou um assaltante, ferindo outro. Devido a isso, foi trabalhar em uma madeireira na cidade onde conheceu sua esposa Maria, e com quem teve uma filha, Clara. Maria perdeu completamente a visão por conta de uma rara patologia. Pedro acidentou-se na madeireira, e, em meio a várias sequelas, perdeu uma das pernas.

O ambiente é povoado por gente pouco escolarizada e que enfrenta todo tipo de privação. O contexto político da época também é levado em conta: “a cronologia utilizada no prologo, remete o leitor de pouca idade a refletir sobre acontecimentos que possam situá-lo no tempo. Há 50 anos, enquanto o homem se preparava para viajar a lua, existiam bugres nas matas catarinenses e um ambiente social extremamente pobre”, diz Marchi.

Páginas que não li é o primeiro título do autor, que já tem outros projetos em andamento, como o romance policial A Garota Síria, ambientado na Itália. Outro projeto se chama Colina das Amoras, que se passa na Inglaterra e trata de um intrincado relacionamento entre três mulheres com um grave segredo em comum.

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Leitor ávido desde muito cedo, seu Airton  devorava gibis, revistas seriadas, livros de aventuras náuticas, revistas que não existem mais (cruzeiro e manchete), jornais, e até a Bíblia com cunho histórico. Desde a adolescência já tinha facilidade em escrever: “Certa vez, um professor de Português inquiriu-nos, a mim e meus colegas, a redigir uma redação sobre o tema “ecologia”. Devido a facilidade com que escrevi, o professor ao retornar à sala, deu-me nota zero, não sem antes, rabiscar minha redação com uma palavra grosseira entre parênteses, cópia“.

Daí para frente, ele conta, não é difícil imaginar o que acontece a um menino de 13 anos que se rebela contra um educador, em um colégio linha dura de conotação religiosa. Foi só depois de aposentado que retomou sua paixão pela escrita, a que os leitores certamente agradecem.

A editora nos enviou um exemplar do livro para sorteio! Fique ligado na nossa página do Facebook 😀

Fotos: divulgação/Tripous Editora

Entrevista: Gustavo Lopes, autor de O Inominável

Gustavo Lopes tem 28 anos e é autor do livro digital O Inominável, lançado neste ano e que tem conquistado leitores nas plataformas Wattpad (onde já teve mil leituras)  e Luvbook (com 500 visualizações). Fã de Stephen King, J.K Rowling, André Vianco, Rô Mierling e Lovecraft, sempre gostou de inventar histórias, mas foi com o rascunho de seu primeiro livro, entre 2006 e 2007, que a escrita foi se tornando cada vez uma atividade mais atraente a ele, até fazer parte de sua rotina. Gustavo é natural de Suzano (SP) e reside no ABC paulista minha terra, diga-se de passagem.

o-inominc3a1vel-por-gustavo-lopesO Inominável conta a história de quatro amigos, estudantes do ensino médio, que encontram um livro, jamais visto até então na biblioteca de sua escola, e resolvem provar a veracidade de seu conteúdo, instruções para um ritual aparentemente inofensivo e extremamente tentador. Motivados por um histórico de bullying e a promessa de um fim definitivo para os seus problemas, Andreia, Augusto “Bolinha”, Davi e Thalita partem em uma jornada sem retorno, rumo à escuridão inominável que habita em seus corações. A história é narrada na primeira pessoa, sob o ponto de vista de Thalita.

 

Literatismos A Thalita é uma menina, adolescente. Quais os desafios de entrar na mente de uma pessoa de outro gênero e de uma idade diferente da sua para construir o personagem e contar em primeira pessoa?
Gustavo Lopes – O principal desafio em estar na pele de um personagem e contar sua história em primeira pessoa é se desligar da sua própria personalidade, linha de raciocínio, jeito de falar e escrever, para dar lugar a outra pessoa. Para que isso funcione, o personagem precisa ser bem construído antes da primeira linha de narrativa, ou provavelmente as incoerências vão aparecer, seja nos diálogos ou na forma de narrar. O desafio na construção da Thalita foi além de composição da personagem e do processo de separação da minha personalidade com a dela na hora de escrever. Tive que voltar mais de 10 anos para relembrar minha época de colégio e ao mesmo tempo encaixar aquela época no contexto atual.Por sorte o mundo mudou em 10 anos, mas as pessoas não. Recebi muitas respostas de pessoas que se identificaram com a Thalita e isso foi muito positivo para mim, praticamente uma tacada de sorte.

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Literatismos – Como foi o processo de elaborar o texto, desde a ideia até começar a botar tudo no papel (ou na tela)? 
Gustavo – O meu processo de desenvolvimento acaba sendo uma eterna luta entre ordem e caos, e no caso d’O Inominável não foi diferente. Eu planejo o começo e o fim da história, alguns pontos principais, uma linha do tempo, os personagens, elementos do meu universo pessoal, e quando sento para escrever e a história passa a ser “real”, as coisas saem dos trilhos, pois nem sempre o que planejei acontece. Pode parecer insano, mas quando uma história se concretiza na minha mente, ela se torna uma verdade para mim, como se fosse uma sequência de memórias, e eu apenas registro o que está acontecendo ou aconteceu. É um negócio muito louco, principalmente quando decido me colocar na pele de um personagem para narrar, como no caso d’O Inominável. Algumas memórias permaneceram vívidas em minha mente. Enquanto escrevia, eu vi e senti o que a Thalita viu e sentiu. Isso ajuda bastante no processo de elaboração do texto, mas dependendo do teor da história, é bastante desgastante, e algumas memórias são de tirar o sono (risos)…

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Literatismos – Você diz ter outros projetos inacabados. Qual a diferença entre O Inominável e outras ideias que você já iniciou e não concluiu? Pretende voltar a elas em algum momento?
Gustavo – Diferente dos outros livros que já escrevi, O Inominável nasceu com o intuito de ser uma novela e não um romance. Além disso, não houve um período para o texto “descansar” entre a primeira versão, que eu costumo chamar de rascunho, e a versão final, e as revisões foram feitas na sequência até o texto estar pronto, processo que geralmente faço quando escrevo contos. Apesar de todos os meus projetos orbitarem ao redor de um mesmo universo, cada um foi gerado a partir de uma premissa diferente. No caso d’O Inominável, essa premissa foi o bullying. Também há muitas diferenças no processo de escrita, mas é difícil falar sobre este ponto sem dar “spoilers”. Entre os projetos inacabados tenho desde romances que estão em revisão até ideias que ainda estão no argumento. Não apenas pretendo voltar a estes projetos, mas tenho intenção de finalizar todos eles.

Gustavo Lopes também escreve contos nos portais Noite do Bardo  e Maldohorror , e já participou de seis antologias, entre elas Mundo Invertido (Editora Wish), Insanidade (Editora Skull) e Sete Pecados Capitais – volume II  (Editora Illuminare).

 

Inscrições abertas para concurso de poesia na região de Criciúma

A Associação Criciumense de Transporte Urbano (ACTU) e a escritora Cristiane Dias estão promovendo a primeira edição do concurso A Poesia Vai de Ônibus. As inscrições vão até o dia 31 de outubro e são exclusivamente online, pelo site: actu.com.br/concurso.

poesia vai de onibus criciuma

Serão escolhidas 50 poesias que ficarão expostas dentro dos ônibus durante o ano de 2018. Cada veículo terá dois poemas. A escritora Cristiane Dias explica que a ação está sendo organizada a exemplo de iniciativas que já ocorreram em Porto Alegre e Florianópolis. Ela teve trabalhos seus selecionados em três edições do concurso Poemas no ônibus e no trem, da capital gaúcha, onde morou.

Podem participar do concurso moradores das seguintes cidades: Balneário Rincão, Criciúma, Içara, Morro da Fumaça, Orleans, Treviso, Cocal do Sul, Forquilhinha, Lauro Muller, Nova Veneza, Siderópolis e Urussanga. Qualquer pessoa da região, com idade a partir de 13 anos, pode inscrever um poema, que deve ter 14 versos e deve ser enviado com pseudônimo. O escritor deve anexar um documento contendo seu poema, escrito com fonte “Arial”, tamanho 12 e espaçamento 1,5.

É necessário que o poema inscrito seja inédito. A temática é livre. O resultado do concurso será divulgado até o dia 20 de novembro.