Lançado e-book Ode de Sangue, de Nana Garces

A escritora de Florianópolis Nana Garces acaba de publicar seu primeiro e-book, Ode de Sangue: Memórias Vampirescas. O livro conta a história da vampira Madalena, que se passa na Itália, durante o século XVII. Ela é uma freira que vive em um monastério para buscar a salvação de sua alma, pois se sente culpada por ter dentro dela o que chama de besta e monstro. Narrado em primeira pessoa, podemos ver os pensamentos de Madalena, seus conflitos, sua luta para conseguir sangue naquele lugar… e como ela se tornou vampira.

capa ode de sangue nana garcesO conto de aproximadamente 80 páginas ficou disponível no Wattpad, até que a editora Essência Literária o publicou em formato de e-book – mas você ainda pode ler o primeiro capítulo. O livro físico está previsto para o começo de 2017. A escritora conta que haverá uma trilogia, e ela já está trabalhando no segundo volume da série. 😀

Nana Garces tem 32 anos e começou a escrever na adolescência, em jogos de RPG. Um dia, esse ano, uma amiga a desafiou a escrever um conto de suspense, que está guardado. Pouco tempo depois, ela construiu a personagem Madalena: “ela surgiu de um desenho que vi na internet, de uma freira suja de sangue, e na hora eu pensei em fazer uma vampira freira”. A partir da ideia, ela fez pesquisa histórica para ambientar sua história, e em poucos meses surgiu Ode de Sangue.

 

 

Bianca Furtado lança segunda edição de Brumas da Ilha

Em 1750, um grupo de mulheres foge do arquipélago de Açores para a vila de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis), dentro de um cargueiro. O que antes era uma lenda sobre como as bruxas chegaram à nossa Ilha, a escritora Bianca Furtado comprovou com muita pesquisa histórica. Brumas da Ilha foi lançado em 2010, e sua primeira edição esgotou em 2013. Devido à grande procura, o livro ganha agora uma edição revisada e ampliada.

brumas da ilha bianca furtadoBianca demorou cinco anos para escrever o romance, que além dos personagens fictícios, inclui personagens históricos. Mais do que o folclore, ela pesquisou a fundo sobre a imigração açoriana para Santa Catarina. No ano em que foi publicado, Brumas da Ilha recebeu o Diploma de Mérito da Academia Catarinense de Letras na categoria Romance, e também foi contemplado pelo edital  Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

A escritora conta que foi inspirada por Marion Zimmer Bradley, autora de As Brumas de Avalonnão apenas no nome, mas principalmente no modo de narrar uma lenda e uma parte da história pela perspectiva das mulheres que fizeram parte dela. “No começo até fiquei receosa de dar esse título ao livro, mas descobri que os açores são chamados de ilhas de bruma. Foi muita conexão”, diz Bianca.

O interesse da escritora pelo tema das bruxas e pela perspectiva feminina se deveu à sua criação por mulheres: “quando somos criadas por mulheres, nós temos a mente mais aberta e mais liberdade para falar sobre mitologias, astrologia e histórias de bruxas. Essas histórias sempre foram frequentes na minha infância.”

 

 

Professores da UDESC lançam livros sobre teatro

No dia 16 de agosto, os professores Heloise Vidor e Vicente Concilio, professores do curso de Licenciatura em Teatro da UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina) lançam dois livros sobre as possibilidades de criação e aprendizagem a partir do ensino do teatro na atualidade. As obras Leitura e Teatro: aproximação e apropriação do texto literário e Baden Baden: Modelo de Ação e Encenação no processo com a peça didática de Bertolt Brecht surgiram de suas pesquisas de doutorado. O lançamento dos dois livros acontecerá no Tralharia, na R. Nunes Machado, 104,  Centro de Florianópolis, às 19h.

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Para o professor Vicente, a pesquisa em Artes Cênicas, é uma parcela recente da produção acadêmica, se comparada com outras ciências. “A tradição acadêmica dos estudos teatrais sempre valorizou o estudo do texto teatral,  mas apenas recentemente pesquisas sobre as práticas artísticas conseguiram estabelecer sua importância para o desenvolvimento da documentação, registro e análise das artes cênicas”, diz.

Saiba mais sobre as duas obras

Leitura e Teatro

A pesquisa de Heloise busca apontar possibilidades poéticas e pedagógicas no caminho da aproximação e da apropriação do texto escrito. O texto dá indicativos de que a união entre leitura e teatro pode oferecer contribuições para o trabalho de atores e diretores, além de sensibilizar e incentivar à leitura.

A autora fez experimentações com textos literários em diversas modalidades de leitura: em voz alta, compartilhada, pública, dramática e cênica, associando a forma de ler com o tema do texto. Ela mostra que a exploração sensível e intelectual de um texto, por meio de práticas lúdicas que incentivem e priorizem o contato direto do leitor com a obra em sua materialidade e com o objeto livro, cria espaços para mesclar ensino e criação artística. A publicação contou com o apoio da FAPESC – Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina. A venda de seus livros no Tralharia será revertida à ONG Amantes da Leitura / Barca dos Livros de Florianópolis.

Baden Baden

Vicente trata das interações do autor entre a habilidade para dirigir e o prazer de interagir, e ainda dos processos de diálogo com os textos e a visualização das possibilidades cênicas. O estudo foi feito a partir das diferentes versões de uma das cenas de “A peça didática de Baden-Baden sobre o Acordo”, escrita em 1929 por Bertolt Brecht.

A segunda parte da obra o segundo relata a montagem de Baden Baden, apresentada 65 vezes em diferentes cidades de Santa Catarina, e também fora do estado. A peça foi contemplada com os prêmios de Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Elenco e Melhor Figurino no 25º Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau.

“As pesquisas tornam possível aos leitores adentrar no processo criativo, nas reflexões envolvidas ao longo do processo de desenvolvimento da obra e no caso deste livro, apresenta as diversas vozes que deram corpo ao resultado final do espetáculo: as premissas da direção, as reflexões das atrizes e dos artistas envolvidos e o confronto entre essas vozes e a dramaturgia e a teoria da peça didática, de Brecht”, explica Vicente.

 

Garota de 12 anos lança livro em Florianópolis

Imagine que você tem novamente 12 anos e sonha em escrever um livro. Para muitos adolescentes, esse é um desejo real, que quase nunca é levado a sério por se tratar de pessoas muito jovens. Para Mariana Martinazzo, de Florianópolis, esse sonho se tornou realidade. Com apoio dos pais, ela publicou A vida de uma geek, que ontem ganhou espaço na Livraria Catarinense para uma sessão de autógrafos.

a vida de uma geek mariana martinazzo

O livro fala sobre os conflitos de amizade durante a adolescência e a dificuldade de lidar com os grupinhos que se formam, principalmente em colégios. A história está centralizada nos pensamentos e ações de Rayle, uma garota que faz parte do grupinho menos popular da escola, o dos estudiosos e geeks. “Eu acho que pensei mais nas meninas quando escrevi, mas os meninos também vão gostar, porque eles vão saber como as meninas se sentem, o que se passa na nossa cabeça nessa fase”, explica a jovem escritora.

Mariana sempre gostou muito de ler e escrever e teve influência da mãe, Manoella. “A história do livro foi uma surpresa. Ela sempre gostou de escrever muito, mas quando me mostrou o texto pronto, eu me surpreendi com a qualidade, e até perguntei se foi ela mesma quem tinha escrito”, diz a mãe.

Mariana estuda no 6° ano, no CEMJ (Centro Educacional Menino Jesus), onde também houve um evento de lançamento com debate entre os alunos de vários anos. “É uma sensação muito boa ver que eu consegui escrever um livro. Escrever é uma coisa que eu sinto tanto prazer em fazer, e agora poder ver a obra já realizada é muito bom”, diz a autora.

Marcelo Bértoli lança o livro Helena, em Blumenau

No dia 18 de agosto, o escritor Marcelo Bértoli, de Apiúna, lança seu primeiro romance em  Blumenau. O livro Helena conta a história de uma menina que nasceu em berço de ouro e foi expulsa de casa por seu pai. Ela se muda de Criciúma para Florianópolis para vencer na vida, e o livro narra suas venturas e desventuras românticas, além de sua batalha por ganhar um lugar ao sol. A história de Helena é cheia de mistérios e segredos de família. O evento será na Livraria Catarinense do Norte Shopping.

capa do livro HelenaPoeta, Marcelo já tem três livros publicados e participou de duas antologias. Ele conta que levou três anos para escrever Helena, mas já prepara seu segundo romance, Uma vida em 13 semanas, pois sempre quis escrever um livro desse gênero. “Sempre quis escrever um romance, um não, na verdade quero escrever muitos outros. Dar vida a personagens sempre foi uma grande vontade minha. Encarei como um desafio. É fácil  a gente falar sobre amor, sobre o cotidiano, sobre plantas, amizades e outros sentimentos, mas colocá-los todos em uma trama, fica um pouco mais complicado, mais desafiador eu diria”, diz o escritor.

Nasce um escritor

O autor despertou para a escrita aos 28 anos, quando passou por uma situação de perda de entes queridos. “Eu estava voltando do bairro que vivi na infância, quando uma saudade gigantesca tomou conta de mim. Parei o carro, desci, olhei ao meu redor, e em meio a toda aquela mata e o sol que refletia no meu rosto, em meio às folhas da arvores de eucalipto, eu chorei”, relembra Marcelo.

Enquanto  escutava a música True Colors, de Cyndi Lauper, Marcelo observava o local onde havia sido feliz em sua infância. “Acredito que tenha sido naquele momento que me tornei escritor. Foi ali que peguei o primeiro pedaço de papel e rascunhei a minha primeira poesia, que mais tarde intitulei de Não tenho personagens“, conta. O poema está em seu primeiro livro, Explosão, publicado em 2012.

Até o final do ano deve publicar um novo livro de poesias, Escolhendo palavras, em conjunto com Bruna Fistarol e Priscila Fernanda Frainer. Marcelo é presidente da Academia de Letras de Apiúna.

Texto: Jéssica Trombini

Foto de destaque: Lançamento do livro na cidade natal de Marcelo, Apiúna. Créditos: Paula Rosa